''Comer não é uma necessidade física''. A afirmação de Nazilda de Oliveira e do grupo que acredita na possibilidade de viver sem se alimentar, é rebatida pela nutricionista Sílvia Regina Serra, da Clínica de Nutrição da Unifil, em Londrina. ''É impossível não se alimentar. O organismo humano é como uma máquina, um carro preparado para receber o combustível para funcionar. Se não tiver combustível, não funciona'', compara Sílvia Regina.
O alimento vai para o estômago, se transforma em nutrientes que se dividem para entrar na corrente sanguínea e nutrir as células. O que não é aproveitado vai para o intestino. ''Um jejum prolongado descompensa o organismo, que vai utilizar as reservas de proteínas, lipídios e glicose existentes no fígado, no rim e nos músculos para se manter em funcionamento''.
O alerta é que se estes órgãos são muito exigidos, podem parar de funcionar. Segundo a nutricionista, esse é um processo lento e vai depender da reação de cada pessoa. Em média, um organismo consegue resistir até 60 dias sem se alimentar. ''Mas ninguém chega a esse ponto, justamente por causa dos problemas que começam a aparecer''.
Entre os problemas estão a perda de glicose do fígado (onde é armazenada), perda da gordura do tecido adiposo e muscular, que pode provocar a formação de substâncias tóxicas no organismo (resistência cai e indivíduo fica sujeito a infecções), problemas nos pulmões, no sistema nervoso.

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