Arquivo FolhaNo futuro, os capins nobres podem brotar e recuperar a pecuáriaO exemplo do Pater foi trazido para Umuarama de Minas Gerais. Lá, o programa começou com pequenas propriedades e até hoje existem naquele Estado arrendamentos altamente lucrativos de 1 ha com o cultivo e produção de morangos em estufas, e arrendamentos de até 15 mil ha dedicados à produção de soja.
Contrapostos, os números de Umuarama que obrigaram a Prefeitura a agir imediatamente são realmente preocupantes: atualmente, numa área de 100 ha um pecuarista vai produzir, no ano, 720 arrobas; vendidas ao preço atual de R$ 23,00 a arroba, a renda será de R$ 16.560,00; descontando-se 40% do custo de produção, a renda cai para R$ 10 mil nesta área. Por outro lado, se produzir a média de 40 sacas de soja por ha, a renda na área será de R$ 67.500,00, considerando-se o preço de R$ 13,50 a saca; com desconto de 40% de custo de produção, a área de grãos vai gerar renda líquida de R$ 40 mil. Com milho, a área renderá R$ 17.200,00 líquidos.
A solução para impor rentabilidade à propriedade, é justificada pelo Pater, segundo o prefeito Scanavaca, na medida em que os arrendatários - os parceiros - ‘‘são pessoas conscientes, que usam alta tecnologia’’. A contrapartida será o retorno da terra com sua fertilidade recuperada, sem erosão e com alta grau de material orgânico. ‘‘Aí o produtor poderá plantar e dispor de capins nobres como colonião, tanzânia, mombaça, todos de alto teor protéico, aumentando a produtividade do rebanho, e podendo até desenvolver o programa do novilho precoce com alta lucratividade’’, aponta o secretário Bastos.
De acordo com o prefeito Scanavaca, a ação do poder público no Pater é unicamente de fomento. A Prefeitura faz o cadastramento das áreas disponíveis para o arrendamento e dos interessados. Também dá suporte jurídico na elaboração dos contratos, e assessoramento técnico.

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