Novos tempos, novos sabores
Um levantamento feito pela organização da etapa Paraná da 2 Copa Brasileira de Pizzarias, ocorrida em Curitiba, no final de fevereiro, apontou que há na cidade mais de 800 pizzarias formalmente estabelecidas. ''Esse número seria das casas credenciadas, mas sabemos que o segmento é maior. Existem muitas pizzarias pequenas nos bairros. Acho a concorrência sempre positiva. Nós temos um mercado muito bom, com boa qualidade e preço justo. Acho que por isso, casas tradicionais de São Paulo estão apostando em Curitiba e trazendo sua marca para cá'', avalia Veriano Baggio, um dos sócios da Pizzaria e Focacceria Baggio do Juvevê e do Jardim das Américas.
A Baggio tem outras três filiais - uma delas em Joinville (SC) -, sendo a mais antiga a da Água Verde, criada há 10 anos. A cantina italiana é uma das pizzarias mais badaladas de Curitiba. Conseguir uma das 70 mesas do salão do Juvevê, na sexta-feira à noite, é tirar sorte grande. ''Toda sexta-feira a família vem à Baggio, há quatro anos. Esse programa é sagrado. Saímos direto do trabalho para cá. Adoramos o sabor da pizza daqui, pedimos a de marguerita, calabresa ou a caipira'', contou a supervisora de serviços, Simone Scuissatto, ao lado do marido e da filha.
Boa parte da clientela da Baggio vai buscar a pizza no balcão ou pede em casa. ''Nossa marca vende mais de 30 mil pizzas, por mês, só no delivery. A empresa fornecedora de embalagens, a maior do mercado, nos informou que nós consumimos o maior número de embalagens de pizzas. Veja que 70% do mercado curitibano é de pizzarias delivery'', pontua Baggio, dizendo que a pizza mais pedida e tradicional de Curitiba é a de frango com catupiry. A Pizza Time, na Água Verde, também vende mais pizzas desse sabor, com a massa fina ou mais grossa, ao gosto do cliente.
A estratégia de mercado do estabelecimento, segundo o gerente Everaldo Moraes, é atender a clientela que trabalha e se diverte na madrugada. Há 17 anos, entrega pizzas em qualquer bairro da cidade, até às 2 horas. ''A maioria das pizzarias fecha à meia-noite e as pessoas que trabalham de madrugada, como as farmácias 24 horas, bancos, seguranças de shoppings, ficam quase sem opção de refeição. Esse é o nosso público-alvo'', acrescenta Moraes, dizendo que o estabelecimento vende mais de 100 pizzas por dia. (F.G.)
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