O Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul) corre contra o tempo para preparar a cidade que viveremos daqui a alguns anos. Se não temíamos as enchentes, passamos a olhar com preocupação para o céu após as recentes chuvas que destruíram vários pontos. Este é só um dos desafios do órgão que pesquisa e planeja os rumos urbanos.
A diretora de Planejamento do Ippul, Denise Maria Ziober, enumera que entre as prioridades estão: prevenir catástrofes naturais; sanar problemas ambientais; escoar o trânsito; ampliar ciclovias; aprovar o Plano Diretor.
''Londrina já tem o seu Plano Local de Habitação de Interesse Social (PLHIS), que identificou os locais de risco ocupados. Com isso, a Companhia de Habitação (Cohab) atua na remoção das famílias, transferindo-as para empreendimentos do 'Programa Minha Casa Minha Vida'. Além disso, há cerca de 3,5 mil famílias hipossuficientes em situação de risco, que não têm condições de financiar imóvel nos moldes tradicionais. Por isso foi desenvolvido um projeto de captação de recursos para os trabalhos de remoção dessas famílias, que deve começar em 2012'', explica Denise.
Uma das urgências é revitalizar áreas de preservação permanente já desocupadas e recuperar o complexo de lagos Igapó. A diretora presidente do Ippul, Regina Nabhan, lembra que as construções em fundos de vale são uma das causas do assoreamento dos afluentes do Ribeirão Cambé, que forma os lagos. Uma preocupação extra sobre o futuro é o acirramento das condições climáticas. ''A tendência é de chuvas cada vez mais intensas em menor tempo'', observa Denise.
Na área de trânsito, no próximo ano será contratado um Plano Diretor de Transporte e Circulação para reorientar o sistema viário e de transporte coletivo, incluindo 35 quilômetros de ciclovias, principalmente na Zona Norte. Outro projeto é o Anel de Integração, que prevê a ligação de grandes vias. (S.L.)

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