A cidade de Curitiba terá três novos shoppings. Dois deles devem investir quase meio bilhão de reais. A Capital já conta com nove grandes shoppings e, segundo os especialistas da área, ainda há espaço para novos empreendimentos. De acordo com dados da Associação Brasileira de Shoppings Centers (Abrasce), este mercado movimenta R$ 44 bilhões por ano e conta com 346 empreendimentos no Brasil.
  O primeiro shopping a ser inaugurado é o Palladium que está em obras no bairro Portão. O empreendimento começou a ser construído em março de 2006 e a previsão é abrir as portas ao público em abril de 2008. Terá 182 mil metros quadrados de área construída, 356 lojas, 17 lojas-âncoras entre elas Renner, Livrarias Curitiba, Casas Bahia, Ponto Frio, Colombo, Fast Shop, Riachuelo, Marisa, o parque de diversões Magic Games e a rede de cinemas Imax que terá dez salas no local e oferece tecnologia para exibições em duas e três dimensões. O Palladium vai contar ainda com 2.300 vagas de estacionamento, três pisos de lojas e um específico só para os cinemas, além de um prédio comercial com 8 mil metros quadrados, praça de alimentação e academia.
  Até agora, já foram construídos 120 mil metros quadrados e 70% das lojas já estão locadas. O shopping terá um investimento de R$ 280 milhões do Grupo Tacla, o mesmo que controla o Shopping Crystal. Para levantar o empreendimento, o grupo conta com financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
  ‘‘Estamos dentro do cronograma’’, disse o superintendente do Grupo Tacla, Anibal Tacla, em entrevista exclusiva à Folha. ‘‘O estudo de mercado resultou em um shopping deste tamanho. O terreno está no centro geográfico da cidade, tem uma irrigação de tráfego enorme e uma área de influência grande’’, afirmou. Segundo ele, o empreendimento não foi concebido para um perfil específico de público, ‘‘é focado na cidade, vai atender as classes A, B e C porque terá desde âncoras até lojas de grife’’.
  O outro shopping é o Pátio Batel que será construído na avenida de mesmo nome esquina com a Rua Hermes Fontes. As informações sobre o empreendimento estão guardadas a sete chaves mas a reportagem apurou que o projeto é encabeçado pelo presidente do Shopping Mueller, Salomão Soiffer, e não deve afetar a Pracinha do Batel. Houve uma grande discussão sobre o assunto de que a pracinha seria dividida ao meio.
  O Pátio Batel será um shopping de porte médio e será focado em lojas de grifes voltadas para um público de poder aquisitivo maior concorrendo com o Shopping Crystal.
  O terceiro shopping será construído no antigo terreno do Clube Juventus na Rua Carlos de Carvalho e deve ser voltado para a área de móveis e decoração. Segundo o empresário Luiz Carlos Bernardi Boscardin, da empresa Invest-Terra, o investimento no novo shopping será de aproximadamente R$ 200 milhões. A obra deve ser iniciada em 2008 e ainda não tem previsão de conclusão. Ele disse que ainda não poderia divulgar o grupo que vai controlar o shopping.
  A sede do Juventus foi destruída por um incêndio em maio do ano passado. Com dívidas que chegavam a R$ 12 milhões, a saída para o clube foi fazer uma permuta com a empresa Invest-Terra que assumiu o terreno de 29 mil metros quadrados e a dívida. Em troca, cedeu um terreno de 52 mil metros quadrados no bairro Ecoville.
  Os curitibanos entrevistados pela Folha apontaram a segurança como ponto positivo dos shoppings e utilizam estes espaços para passear, comprar, fazer lanches, almoçar e para paquerar.
  O grupo de amigas e estudantes, Luisa Wendpap, 14 anos, Marina Pasetto, 15 anos e Marjorie Wendpap, 13 anos, compram só em shopping pela segurança e variedade que estes locais oferecem. A promotora de Justiça Marília Vieira Frederico costuma fazer compras e refeições em shoppings. ‘‘O shopping oferece mais segurança’’, disse.
  O casal de namorados Sabrina Novochadlo, 27 anos e Marcelo da Silva, 24 anos, vão ao shopping para passear e assistir filmes. ‘‘Tem shopping demais na cidade’’, disse Silva. Os estudantes Michel Antonio Barrozo, 18 anos e Carlos Seto, 21 anos, freqüentam o shopping para lanchar, ir ao cinema e paquerar. ‘‘Para rolar um papo, depende da menina’’, disse Barrozo.

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