Para estabelecer o grau de miscigenação da comunidade no Brasil, o Centro de Estudos Nipo-Brasileiros utilizou o conceito de japonidade (sem nenhum significado cultural). O japonês recebeu a atribuição de grau 1 e o não-japonês de grau zero. A média de graus atribuídos ao pai e à mãe indica o ‘‘grau de japonidade’’ da pessoa.
O casamento entre pessoas com grau de japonidade 1, garante a atribuição do mesmo grau ao filho. Agora, um filho nascido de pai japonês sem miscigenação (grau 1) e mãe não-japonesa (grau zero) terá o grau de japonidade (1+0)/2 = 1/2.
A medida em que as gerações avançam, o grau de miscigenação aumenta. A proporcionalidade varia de 12,5% na primeira geração para 41,3% na terceira.
Em 1988, a maior parte dos nikkeis entrevistados (71,58%) apresentava grau 1, indicando um percentual mínimo de miscigenação. No entanto, comparando esse resultado com o item sobre casamentos miscigenados, verifica-se que as gerações mais jovens, que ainda não têm filhos, estão se casando preferencialmente com não-japoneses.
O fato é que, se confirmada esssa tendência, dentro de pouco tempo a proporção de nipo-brasileiros com grau de japonidade 1 deve se reduzir consideravelmente. (E.I.)

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