Novos empreendimentos atestam vigor comercial
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segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
Lúcio Flávio Moura<br>Especial para a FOLHA 
Londrina retomou o posto de terceiro município mais populoso do Sul do País e vem mantendo a tradição de decepcionar os incrédulos. No início da década de 70, houve quem achasse a idéia de construir um shopping center em uma cidade do interior um exagero. E o ComTur, décadas depois, permanece operando e recebendo investimentos. Outros duvidaram que o Catuaí Shopping fosse resistir à depressão do início da década de 90, quando o empreendimento ainda engatinhava. E, hoje, o shopping já se prepara para a segunda expansão.
Alguns disseram ainda que o comércio do centro não iria resistir à concorrência do próprio Catuaí e, posteriormente, do Royal Plaza, o primeiro centro de compras vertical da região. Com sua localização privilegiada, o Royal também foi ampliado e recentemente ganhou mais espaço para abrigar as Lojas Americanas e praticamente dobrou sua praça de alimentação.
As compras de Natal - previstas para serem 15% maiores neste ano, em relação a 2006 - são a prova máxima que todos resistiram. E muito bem. É fácil observar o movimento de gente com muitas sacolas tanto nos corredores climatizados dos shoppings como em ruas comerciais como o Calçadão e a Sergipe.
O vigor comercial da cidade se manteve constante, com boas oportunidades de vendas e lucro, mesmo com tanto incremento. Sem falar na proliferação das galerias comerciais populares na área central, que se tornaram opção viável para aqueles que operavam na informalidade.
No próximo biênio, a cidade prossegue pulsando com seu coração-de-mãe comercial. Se o cronograma do empreendimento for cumprido, em junho, a famosa região dos Cinco Conjuntos, a mais populosa de Londrina, já poderá se gabar de ter seu próprio grande centro de compras e lazer. O Planet Shopping, um open mall com área total de 7 mil metros quadrados, 174 lojas e duas lojas âncoras, uma delas o SuperMuffato (a outra é a Lojas Americanas) já instalado na Avenida Saul Elkind.
Expansão
Em 2009, outro empreendimento capaz de ruborizar os pessimistas de plantão. Um ambicioso investimento do Grupo Sonae para transformar a confluência de dois dos mais importantes corredores de tráfego - a Leste Oeste e a Via Expressa - em um bairro comercial, batizado de Marco Zero (onde a cidade começou), cuja atração será um grande shopping, ladeado por prédios de apartamento e uma área verde, além do Teatro Municipal e de um hotel.
O shopping terá 200 lojas, com oito a dez âncoras, estacionamento coberto para 2,9 mil veículos e dez ou 12 salas novas de cinema (hoje a cidade conta com dez salas).
O imobiliarista Raul Fulgêncio, responsável pela comercialização do bairro, garante que o shopping, de R$ 150 milhões, estará em operação até abril de 2009. Especialistas do mercado dizem que até lá, a Zona Leste deve se beneficiar com uma intensa valorização imobiliária, fenômeno que ocorreu na Gleba Palhano após a inauguração do Catuaí.
Os primeiros passos serão dados pelos próprios empreendedores, que prometem melhorias em calçadas e a colocação até palmeiras imperiais na área de entorno do empreendimento.


