Fechado desde junho de 2006, por não oferecer condições de segurança ao seu acervo e às pessoas que frequentavam o local, o Centro Cultural Portão, que abriga o Museu Metropolitano de Arte (Muma), será adaptado para tornar-se um novo espaço para produções da arte contemporânea.
O cronograma oficial prevê que a reforma deve ter início ainda neste semestre a um custo estimado de R$ 3,5 milhões. Os recursos serão obtidos da venda de cotas de transferência de potencial construtivo do prédio, classificado pelo município entre as Unidades de Interesse Especial de Preservação (Uiep). A Prefeitura de Curitiba não informa quantas cotas já foram vendidas.
A comercialização de cotas para a reforma do imóvel é feita pela Secretaria Municipal do Urbanismo, por meio de transferência de potencial originado pelo Centro Cultural para outras edificações e empreendimentos a serem construídos no município. O projeto de revitalização foi desenvolvido em 2005 pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), em conjunto com a Fundação Cultural de Curitiba (FCC).
Com área total de 4,8 mil metros quadrados, o complexo foi construído na década de 70, para ser o Centro Comercial do Terminal de Transporte Coletivo do Portão. Em 1987, foi recuperado e adaptado pelo arquiteto Leonardo Afonso Brusamolin Júnior, que manteve as características do projeto original e o transformou no Centro Cultural Portão, inaugurado em maio de 1988.
O espaço está deteriorado e será reformado desde a infra-estrutura, com a revisão do sistema elétrico e hidráulico, troca do piso das salas de exposições e revisão da estrutura do telhado de toda a edificação. ''O nível de degradação chegou a um ponto que a atividade estava sendo comprometida'', observa o diretor de Ação Cultural da FCC, Beto Lanza.
Nesta nova reforma, o espaço que contava com uma biblioteca, uma sala de cinema, um auditório, oficinas e ateliês será todo reformulado. As salas do térreo serão integradas em uma única área de acesso ao complexo e ali funcionarão uma brinquedoteca, um café e um espaço com computadores conectados à internet.
O prédio será readequado no que diz respeito à acessibilidade, com a instalação de elevador e lugares reservados para cadeirantes nas platéias do cinema e do teatro. O cinema receberá equipamentos com tecnologia digital e o teatro também terá sua estrutura adaptada para produções multimídia. ''Devemos colocar o espaço em sintonia com a produção contemporânea'', justifica Lanza.
Segundo o diretor, os futuros projetos do novo Centro Cultural ajudarão a promover a integração entre as atividades realizadas atualmente nas Ruas da Cidadania dos bairros Portão, Pinheirinho, Bairro Novo e Boqueirão. Até a conclusão das obras o acervo do Muma ficará guardado em uma reserva técnica da FCC. A estimativa é que o Centro Cultural volte a funcionar em 2009.

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