Arquivo FolhaMãos à obraTerreno onde está sendo erguida a fábrica da Dixie Toga: resultado concreto da atração de investimentos Os pratos, copos, canudos e bandejas usados pelas grandes redes de fast food do Brasil serão fabricados, a partir de janeiro do próximo ano, pela Dixie Toga em Londrina. O início da operação de duas unidades da Dixie, que estão sendo construídas ‘‘a toque de caixa’’ na Cidade Industrial de Londrina (CIC), é um dos primeiros resultados concretos da política de atração de investimentos desenvolvida pela Prefeitura.
Uma das maiores empresas de embalagens da América Latina, a Dixie Toga também fabricará, na CIC, embalagens de sorvetes para a Kibon; de chocolates para Lacta, Garoto e Nestlê; de sabonetes para a Gessy, Palmolive e Lux, entre outras. O grupo tem matriz em São Paulo e empresas na Argentina, Estados Unidos e Brasil. Na primeira fase de sua instalação, a Dixie irá gerar 350 empregos diretos. Na segunda fase, estão previstos mais 500 empregos.
Somados com as outras duas grandes indústrias já confirmadas para se instalar no município - a Beta-Sul e a Kumho -, o número de novos postos de trabalho chega a 2,8 mil. As três empresas juntas devem investir R$ 285 milhões e mexer com a economia local. Outras seis empresas-satélites, que irão gerar entre 250 e 500 empregos, também devem implantar unidades em Londrina.
A Dixie Toga atrairá uma fábrica de tintas, que será montada dentro da empresa e empregará cerca de dez funcionários. Cinco fornecedores devem se instalar perto da Beta-Sul, na Cidade Industrial, segundo o consultor da MGDK & Associados, Ricardo Ramos, que é responsável pela instalação da Beta-Sul.
Quando entrarem em operação, as duas indústrias devem recolher R$ 19 milhões ao ano de ICMS - Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços. A Beta-Sul deve recolher R$ 7 milhões e a Dixie Toga, R$ 12 milhões. A soma representa cerca de 24% do total de ICMS recolhido pelo município, que arrecadou R$ 80.151.810,00 de janeiro a setembro deste ano, segundo informações da delegacia da Receita Estadual de Londrina.
O número é significativo, principalmente quando comparado com a arrecadação de ICMS apenas do setor industrial nos últimos dois anos, que mostra uma queda drástica no volume de recursos canalizados aos cofres públicos. Em 95, o setor arrecadou R$ 37.437.960,00; em 96, o número caiu para R$ 18.484.128,00. Até outubro deste ano, a queda foi ainda maior - R$ 9.232.352,00 - que representa 10,50% do total arrecadado pelo município, segundo a Receita Estadual. Atualmente, existem 1.394 indústrias em Londrina.
O economista Ismael Mologni acredita que a Prefeitura tem que intensificar ainda mais sua política de atração de investimentos e também de manutenção das indústrias já existentes. ‘‘Temos que tomar alguma atitude para recuperar esta arrecadação’’, afirma.

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