Em Londrina, as seis viaturas da Patrulha Escolar Comunitária precisam se desdobrar para atender as 71 escolas públicas estaduais. Muitas acabam não recebendo a visita diária dos patrulheiros, que priorizam àquelas onde as ocorrências são mais comuns. Mesmo assim, os diretores conhecem os policiais pelos nomes e ficam com o número de telefone celular do patrulheiro, que pode ser acionado em caso de emergência.
A partir do segundo semestre, segundo a coordenadora regional do projeto, tenente Roberta Mildemberger Reina, o trabalho aumenta pois as escolas municipais também receberão a visita dos patrulheiros. Para tanto, a frota será aumentada em pelo menos mais três viaturas, que atenderão exclusivamente essas instituições.
Com melhores resultados do que o sistema antigo de patrulhamento nas escolas, onde policiais sem treinamento faziam o trabalho, a tenente aponta que muito da resistência que havia foi destruída. ''Antes, segurança nas escolas era sinônimo de muro alto. Hoje, queremos mostrar que a PM está preocupada e que a comunidade precisa se envolver, ajudar e auxiliar a escola'', ressalta. Para tanto, os patrulheiros receberam treinamento específico para atuarem comunitariamente. O mesmo, segundo ela, está acontecendo com o restante da corporação.
Ela lembra, no entanto, que em situações mais graves, a saída tem sido as revistas preventivas, que precisam ser autorizadas pelos pais, registradas em ata e referendadas pela Justiça. De acordo com a oficial, desde fevereiro já foram realizadas 17 revistas dessa natureza, onde foram apreendidas drogas, armas brancas como estiletes e canivetes, armas de fogo e munição.

mockup