O sonho de 3.050 jovens, os aprovados no último vestibular, começa a se materializar com o início das aulas na UEL, no próximo dia 26 de fevereiro. Passarão a ser preparados para exercer a profissão sonhada, tornando-se cidadãos e cidadãs capazes de consolidar a construção de uma sociedade justa e igualitária.
  A UEL alia-se a estes jovens neste objetivo e credita aos vestibulandos a maior competência para avaliar o processo seletivo. Contudo, cabe-nos algumas observações. Considerando o total de inscritos, podemos afirmar que tivemos pleno êxito. Anulamos apenas três questões nas duas fases do concurso, a partir de considerações feitas por estudantes e pela comunidade externa. Estou convencido que é
assim que tem de ser. Trabalhamos para não cometer
erros, mas se eles existem, os corrigimos de pronto.
Nenhum vestibulando foi prejudicado.
  Registramos ainda um número baixo de ausentes, de pouco mais de 6%, ou seja dentro de nossa média histórica. A pedido da comunidade implementamos o processo diferenciado para os treineiros, Eles terão acesso à sua classificação, embora sem direito à vaga.
  Mantivemos a proposta pedagógica do concurso, que contempla disciplinas como artes, sociologia e filosofia. Buscamos um estudante crítico e como tal o candidato tem de comprovar um leque de conhecimentos gerais, não só na área que pretende estudar. Esta proposta inclusive foi elogiada por professores de escolas de ensino médio, que direcionaram observações interessantes à equipe da Coordenadoria de Processos Seletivos (Cops).
  Os elogios diziam respeito ao conteúdo e formato das provas, que consideravam aspectos do cotidiano. Com relação a isto, importante lembrar inclusive que um texto publicado pela Folha de Londrina, em 2006, de autoria da repórter Silvana Leão, foi utilizado na primeira fase, na prova de conhecimentos gerais.
  A proposta da UEL foi testar o nível de informação e a capacidade de interpretação do candidato, utilizando aquilo que seria de conhecimento público. Não deixa também de ser uma forma de evidenciar aquilo de bom que é produzido por aqui, reconhecendo a importância dos meios de comunicação locais.
  Por fim, relembro que a Universidade completou recentemente 35 anos. É uma instituição reconhecida, que goza de boa infra-estrutura, tem um importante corpo de doutores e mestres e uma história vitoriosa.
  Quem está chegando vem somar-se a uma comunidade de mais de 22 mil pessoas, envolvidas no sonho de proporcionar respostas a uma sociedade carente de progresso e justiça social. Fazer parte desta comunidade universitária é estar em uma instituição de ponta e pronto para ser chamado a colaborar como cidadão e com a sociedade. A realização do sonho dos estudantes envolve desafios e constitui-se numa nova e decisiva etapa na vida de cada um destes jovens. Sejam bem-vindos.
Wilmar Marçal é reitor da UEL

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