Com suas 383 emissoras, o Paraná é o segundo estado do Brasil em número de rádios. Por meio das ondas de hertz, notícias chegam a todos os cantos, muitas vezes em lugares onde nenhum outro meio de comunicação consegue ir. Mesmo quando não há energia elétrica, duas pilhas pequenas são suficientes para garantir horas e horas de escuta.
Em recente entrevista à FOLHA, o radialista Jamur Júnior, que trabalhou por trás dos microfones durante 56 anos, disse que durante suas pescarias encontra gente com o radinho ligado até no meio das águas da baía de Guaratuba. ''Trata-se de um veículo fantástico, que chega em qualquer lugar'', declarou com entusiasmo.
Atualmente, o rádio paranaense oferece 7,6 mil empregos - segundo dados da Associação de Emissoras de Radiodifusão do Paraná (AERP) - e atingiu um bom índice de profissionalização. Com repórteres na rua - algumas emissoras têm até motolinks -, ouvintes ao telefone, internet e agências de notícias à disposição, o rádio espalha informações.
O interessante é que, mesmo com toda essa estrutura, as emissoras não abrem mão da FOLHA DE LONDRINA. Assim como as rádios ajudam o jornal a fazer suas pautas, a FOLHA também colabora para que os ouvintes tenham mais notícias à disposição. O que está impresso ecoa na voz dos locutores e atinge um número incalculável de pessoas.
''Utilizamos muito a FOLHA, principalmente por se tratar de um veículo de grande credibilidade'', conta Valdir Vasconcelos, ou Beija-Flor como ele e seus ouvintes preferem, da Rádio Nova Ingá de Maringá.
Auri Estevam, proprietário da Rádio Cultura de Andirá vai além. ''A FOLHA é o nosso carro-chefe, a nossa pauta.''
Outra característica da turma do microfone é o amor pela profissão. Em dezembro de 2006, a FOLHA percorreu boa parte do Paraná, visitando emissoras das regiões Centro-Oeste, Oeste, Norte Pioneiro, Norte e também da capital. À reportagem, praticamente todos os radialistas fizeram questão de exaltar o amor que sentem pela profissão que exercem. ''O rádio é a nossa cachaça. Um vício'', resumiu Waurides Brevilheri, da Rádio Cornélio Procópio, da cidade de mesmo nome.
Na verdade, segundo o radialista Valter Velozo, da Rádio Colméia de Campo Mourão, o que existe mesmo é uma grande satisfação profissional pelo fato de poder colocar no ar informações úteis para a vida das pessoas. É a chamada prestação de serviços, algo que é característico do rádio desde 1950, quando a televisão surgiu e fez uma programação muito parecida com a que era feita pelas rádios da época, com programas de auditório e novelas.
Velozo, que é responsável pelo plantão da Rádio Colméia, também utiliza a FOLHA e o Portal Bonde cono instrumentos de trabalho. ''Coloco notícias no ar o tempo todo. A FOLHA e Bonde me ajudam demais'', finalizou.(W.S.)

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