Nosso futuro em jogo
Falta pouco para começar a Rio+20, a Conferência das Organizações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável. De 13 a 22 de junho, no Rio de Janeiro, chefes de Estado e outras lideranças mundiais vão negociar rumos políticos para os próximos 20 anos a partir de um tema central: "A economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza".
O termo "economia verde" remete a atividades industriais e empresariais baseadas em três pilares: baixa emissão de carbono, ou seja, redução drástica da emissão de gases que causam o efeito estufa; eficiência no uso dos recursos naturais; e inclusão social.
Para a ONU, economia verde significa a erradicação da pobreza e o papel facilitador dos Estados, com políticas de educação e subsídios, dentre outras medidas que podem levar à transição da atual "economia marrom", que depende excessivamente de combustíveis fósseis. O aproveitamento da biomassa como fonte de energia e a crescente geração de empregos no setor da reciclagem no Brasil são exemplos promissores.
Nessa linha, o governo brasileiro anunciou recentemente que prepara decreto para estimular a fabricação de produtos com critérios sustentáveis por meio da imposição de um percentual obrigatório mínimo nas compras públicas, desde eletroeletrônicos a produtos de limpeza.
Para superar de uma vez o mito de que a conservação ambiental e o progresso econômico são antagônicos, "o esverdeamento da economia gera uma taxa mais alta de crescimento do PIB medida clássica de desempenho econômico", afirma a ONU em documento preparatório da Rio+20.
O debate mundial, no entanto, não evoluiu suficientemente para a concretização do desenvolvimento sustentável aquele que permite crescimento econômico sem que fiquem comprometidas as condições das gerações futuras.
Tema central da Rio+20, "a governança internacional" busca instrumentos para conferir mais efetividade às decisões. Caso contrário, o futuro estará condenado às mudanças climáticas, escassez de recursos e acirramento das desigualdades. Outro ponto decisivo na Rio+20 será a estru#tura de atuação das instituições internacionais, visando à ampliação da verba e da autonomia do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e ao aumento da colaboração financeira entre os países, especialmente entre ricos e pobres.






