O serviço de empréstimo de cadeiras oferecido pelas Casas de Leitura Manoel Carlos Karam, no Parque Barigüi, e Augusto Stresser, no Parque São Lourenço, ainda é pouco conhecido. Desde o dia 5, apenas as pessoas entrevistadas para essa reportagem tinham utilizado o serviço no Parque Barigüi. O coordenador de Literatura da Fundação Cultural de Curitiba, Mauro Tietz, informa que realmente a prática de leitura a céu aberto padece de divulgação e que a proposta é incrementar mais a promoção do serviço nos parques.
"A idéia de emprestar cadeiras foi de um funcionário nosso. Qualquer ação de estímulo à leitura é importante, mas acho também que o povo está adormecido para a questão da leitura. Precisamos despertar para o prazer que a Literatura pode nos proporcionar, modificando nossas vidas e existências, estimulando a reflexão", disse Tietz, destacando que as Casas de Leitura constituem-se, em Curitiba, num ícone de enfrentamento dos baixos índices de leitura.
Nos espaços são feitas atividades como contação de histórias, rodas de leitura, seminários e cursos para a preparação de mediadores. "As Casas de Leitura seguem o projeto que surgiu na Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, na década de 1990, e que deveria ser disseminado para o resto do Brasil. Atuamos em duas áreas da ação, uma incentivando direto a população e outra desenvolvendo estudos e pesquisas sobre literatura", explica Tietz.
A Casa de Leitura do Barigüi é a mais antiga, foi inaugurada em 2006 e possui acervo com mais de 4,5 mil títulos, entre livros infantis, infanto-juvenis e para adultos, voltado para o deleite e conhecimento mais subjetivo. Os livros mais procurados são os best-sellers "Caçador de Pipas" e a "Menina que Roubava Livros", e dos autores Italo Calvino, Julio Cortázar e Dalton Trevisan. O público adolescente devora as histórias de Harry Potter. Para pegar emprestado livros e cadeiras basta apresentar a carteira de identidade. (F.G.)

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