Normas regulamentam o setor
A bermuda social-chique com cara de legging e a calça jeans repleta de bordados, que deixa a sensação de que ''você é uma anã'', parecem estar com os dias contados. Segundo o presidente da Associação Brasileira do Vestuário (Abravest), Roberto Chadad, o momento é de adaptação, no que se refere às medidas das roupas. ''As indústrias estão cientes de que o Brasil torna-se de primeiro mundo no setor, pois já há a normatização dos tamanhos.''
Para Chadad, agora, com a norma ABNT 13.377, que obriga a padronização nas medidas das roupas a partir de 2008, as marcas começam a literalmente ''se ajustar''. ''Não existe obrigatoriedade enquanto as empresas estiverem se adaptando e o varejo não escoar seus estoques. As marcas não pecaram. O que não existiam eram regras.''
Na entrevista à FOLHA, o presidente da Abravest faz outra importante ressalva: as normas não padronizam as roupas e sim os tamanhos. ''O número 40 de uma empresa tem de ser igual a qualquer outra.''
Outro assunto que gera controvérsias, as etiquetas têm que trazer cinco informações, segundo Chadad: o CNPJ do fabricante, a composição têxtil, a simbologia da lavagem e, por fim, o tamanho da roupa.
Em breve, a Abravest fará, em conjunto com toda a rede varejista, uma campanha de conscientização nacional. Tudo para municiar o consumidor de informações, na hora da compra. (T.N.)





