"A travesti assume a identidade feminina por volta dos 16 anos. É quando a pessoa se descobre e começam os problemas com a família e a sociedade", explica Rafaelly Wiest, presidente do Grupo Dignidade. Além do preconceito, um dos grandes problemas enfrentados pelas travestis é a questão do nome de registro e do nome social. Dando um exemplo, em um local público a travesti, com roupas, aparência e comportamento de mulher, é chamada de João, sendo que quer ser chamada de Maria. Constrangimentos acontecem por conta desta confusão. Algumas pessoas dão risada, outras acham estranho. Por conta disso a Ong apurou que muitas travestis e transexuais desistem de estudar.
No Dia da Visibilidade das Travestis, comemorado em 29 de janeiro, uma passeata foi realizada na Rua XV de Novembro com o objetivo de chamar a atenção a respeito do uso do nome social das travestis nas escolas. Cerca de 60 pessoas participaram da mobilização, entre transexuais e travestis.
Durante a passeata as travestis falavam algumas palavras de ordem pedindo paz e o direito ao nome social. Nesse processo elas foram aplaudidas mas duas pessoas agrediram verbalmente as participantes. "Um deles disse para voltarmos para a Avenida Getúlio Vargas, ponto em que elas trabalham como profissionais do sexo. Estávamos lá pedindo paz e ainda nos ofendem. Tem menina (travesti) que não tem estrutura para aguentar isso", opina Rafaelly. (D.C.)

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