O médico Eduardo Feniman, de 27 anos, está no segundo ano da residência em cirurgia geral no Hospital Universitário (HU). Formado no final de 2011 pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), o que lhe rendeu o título de clínico geral, o jovem profissional está realizado com a profissão, e afirma que nunca pensou em fazer outro curso. Para ele, a decisão por se formar em Medicina não é somente uma escolha individual. "Um professor que eu tive, cardiologista, falava que alguns escolhem ser médicos para ajudar pessoas, outros porque pensam em um retorno financeiro, mas no final das contas, na opinião dele, a profissão é um chamado, uma vocação mesmo. Nunca me arrependi da escolha. Sempre quis e nasci para ser médico".
Outra profissional que foi levada pelo sonho, e não por uma análise fria de como estava o mercado para advogados no país, foi Manuella Tamarozzi, de 22 anos, que conquistou no último mês seu número de registro na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Formada no final do ano passado pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Londrina, a advogada também escolheu o curso de Direito na infância. "Quando tinha uns 10 anos conheci uma prima que é advogada e achei ela linda, um exemplo que eu queria seguir. Fiquei encantada. Naquela época decidi pela profissão e nunca tive dúvidas", conta.
A jovem ressalta, porém, a necessidade de uma especialização, justamente para não correr o risco de ficar para trás no mercado de trabalho com tantos profissionais. "Estou fazendo uma especialização em Direito Empresarial e já estou enviando currículos para empresas, tentando conseguir uma vaga nessa área. O importante é você ser especialista em alguma área, e é isso que estou buscando", conclui. (P.B.O.)

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