De todos os trabalhadores da iniciativa privada no Brasil, 23,4% não possuem carteira assinada, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No Paraná, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a porcentagem é bem maior: 50% da força de trabalho está no mercado informal. Sem contribuir com o sistema previdenciário, esses trabalhares acabam ficando à merce de possíveis problemas de saúde e sem a garantia de rendimentos na aposentadoria, afirma a professora do departamento de sociolgia da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Simone Wolff. Porém, nem todos os trabalhadores optam pela suposta segurança do emprego formal.
Alta rotatividade nas atividades realizadas e condições precárias de trabalho são alguns do problemas a que ficam expostos os trabalhadores informais, enumera a professora do departamento de economia da UEL, Fátima Campos. Entretanto, ela afirma que nem todo o trabalho informal é de baixa qualidade. Rendimentos por vezes maiores do que empregos formais, escolha dos próprios horários de trabalho sem a necessidade de subordinação a chefes seriam algumas das vantagens do emprego informal, diz Simone.
De acordo com estimativas da Agência do Trabalhador de Londrina, de uma população economicamente ativa com 233 mil pessoas, cerca de 40 mil trabalhadores estariam na economia informal na cidade. O gerente da agência, Mauro Vieceli, alerta que é o setor de assistência social do município que conhece a realidade dos informais que não recolhem encargos para o governo. ''Os trabalhadores informais são como uma sombra, bem presentes, na sociedade'', sintetiza. (Colaborou Luciano Augusto)

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