Mesmo com as obras ainda longe do final, a reabertura do Jardim Botânico de Londrina, em janeiro, tem levado perto de duas mil pessoas ao local a cada fim de semana. O circuito ambiental começa com a exibição de um vídeo sobre a história da natureza em Londrina e termina com um passeio em um fragmento remanescente de mata nativa, que possui muitas espécies representativas da flora local, como perobas, figueiras, cedros, bambus, angicos e araucárias. Entre as espécies plantadas recentemente, o destaque é a muda de um baobá, a imponente árvore africana que, em seu ambiente natural, chega a atingir 30 metros de altura.
"O que mais chama a atenção são o cinema e a trilha na mata. A maior parte das pessoas sai encantada", conta o assessor técnico e monitor do Jardim Botânico, João Batista Moreira. Ele conta que o bambuzal, composto por espécies nativas e asiáticas, também desperta muita curiosidade.

Frustração
O local, porém, carece de investimento para dotá-lo de uma variedade maior de espécies de plantas. A avaliação é do próprio consultor técnico do Jardim Botânico, Mário Torres.
"É um projeto que me deixa entusiasmado, mas há momentos de frustração. Estão faltando jardineiros e pessoal para colaborar com a manutenção. Temos perdido algumas plantas por falta desse acompanhamento", relata Torres, que é engenheiro florestal da Copel, mora em Curitiba e vem auxiliando o Jardim Botânico de Londrina por meio de convênio entre os dois órgãos.
Segundo ele, o Jardim Botânico deveria ter suas obras concluídas para também servir de centro de pesquisas ambientais. Torres acredita que o caminho é mobilizar a própria população para atuar voluntariamente em prol da unidade. "Já temos exemplos disso, como o voluntário que plantou a muda de baobá. Quem dera se tivéssemos mais gente assim."

mockup