Sob o enorme paredão de 500 metros de comprimento por 80 metros de altura, as quatro turbinas da Usina Hidrelétrica de Chavantes, em São Paulo, giram a uma velocidade de 128 rotações por minuto, movidas pela força das águas. Nada menos do que 130 mil litros de água por segundo passam por cada uma das turbinas, que são ligadas a geradores de energia com ímãs no interior, os quais, devido ao campo magnético, com o movimento, fazem surgir a corrente elétrica.
Cada uma das turbinas joga nas duas subestações 13,8 mil volts. Dali acontece a transformação e as linhas de transmissão recebem, de uma das subestações, uma tensão de 230 mil volts e, de outra, 88 mil volts. Quanto maior a tensão, mais longe a eletricidade pode chegar.
Depois de passarem pelas turbinas, as águas voltam ao curso do Paranapanema. A cor, esverdeada, é bela. O rio é o último do interior paulista que não recebe quantidade significante de poluição. Há grande quantidade de peixes no local, pois os pescadores devem manter uma distância de segurança das barragens.
Do alto da barragem, a paisagem se destaca. Chavantes é cercada por montanhas. No reservatório, impressionam os redemoinhos que se formam próximos do lugar onde a água é sugada para ir até as turbinas e o tamanho das engrenagens do vertedouro, os quais passam a maior parte do tempo fechadas. Vertedouro aberto nas usinas do Paranapanema só em caso de teste ou de reservatório muito alto. Aliás, abrir as comportas depende de autorização do Operador Nacional do Sistema. (W.S.)

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