NO CAMPO - Fora da agitação e com ar bucólico, estância garante sossego
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segunda-feira, 30 de janeiro de 2006
Fernanda Borges<br> Reportagem Local 
Mata nativa, flores, tranquilidade e paz. Tudo isso, acompanhado do barulho das águas cristalinas que despencam das cachoeiras sem parar, pode ser desfrutado na Estância Cachoeira, em Tamarana (62 km ao sul de Londrina). O local é visto como um refúgio para aqueles que buscam descanso, meditação ou simplesmente para aproveitar o que a natureza pode proporcionar de melhor ao homem, o ar puro, sombra e água fresca.
A área, de 50 alqueires, é cortada pelo Rio Apucaraninha e dispõe de dezenas de cachoeiras construídas pelo proprietário há cerca de dez anos. Feitas com pedras sobrepostas, onde foram aproveitadas as corredeiras naturais do Apucaraninha, as cachoeiras atraem os visitantes para banhos e esportes radicais, como o bóia-cross. Para os mais aventureiros, uma travessia pode ser feita por meio de pontes suspensas.
Outra atividade que pode ser explorada no local é a pesca. Pequenos lagos proporcionam algumas variedades de peixes, como carpas e lambaris. ''Não fazemos a criação de peixes, mas o que a pessoa pescar, pode levar pra ela'', comenta o dono da Estância Cachoeira, Hamilton Laertes de Araújo.
Uma infra-estrutura com quiosques, churrasqueira, fogão à lenha e bancos de pedras foi instalada ao longo do rio. Um telhado coberto por bromélias embeleza ainda mais o ambiente, cercado por calçadas de pedras e lustres rústicos que servem para iluminar a noite em meio às plantas.
Não é a primeira vez que a dona-de-casa, Deise de Camargo Santos, visita o lugar com a família. Para ela, passar pelo menos um dia na estância, é motivo de muita alegria. ''A primeira vez que eu estive aqui foi há quatro anos mais ou menos. Eu gosto de tudo aqui, é tudo muito lindo. A gente pesca e passa o dia todo, é muito bom'', disse.
Um chalé com capacidade para cinco pessoas e uma casa com acomodação para 12 visitantes, podem ser utilizados para pernoitar ou para quem for passar o dia na estância. Com móveis rústicos e utensílios antigos, a casa dispõe de duas suítes e um quarto, além de cozinha e sala com lareira. Um pouco mais simples e menor, o chalé dispõe de dois cômodos, uma cozinha e banheiro. ''Às vezes tem gente que vem aqui, paga para pernoitar mas acaba dormindo fora da casa, só para ficar ainda mais perto da natureza'', comenta Araújo.
O comerciante Valdemir Montagnin, levou a família para passar a semana toda de folga. Muito mais do que um descanso, Montagnin garante que retornará para a correria do dia-a-dia com as ''baterias recarregadas''. ''Foi ótimo. Uma coisa que me impressionou bastante foi a falta de pernilongo. Tínhamos trazido uma barraca caso houvesse muito inseto, mas nem foi preciso utilizá-la'', comentou.
Satisfeita com a semana que passou na estância, a mulher do comerciante, Geovana Carvalho Montagnin disse que as cachoeiras foram as principais fontes de tranquilidade e bem estar adquirido durante os dias de descanso. ''Imagina esse barulho de água o dia todo? Tomamos banho de cachoeira todos os dias. Isso relaxa e faz muito bem. Até na hora de dormir a gente sentiu a diferença e as crianças adoraram tudo'', destacou.


