Para quem depende diariamente das vagas destinadas a portadores de necessidades especiais, a falta de consideração dos motoristas não é novidade. ‘‘Ninguém respeita, não estão nem a풒, protesta o engenheiro Renato Wolochate, que ficou tetraplégico depois de um acidente de trabalho.
  Segundo ele, o que muita gente desconhece é que as vagas destinadas a esse público são mais largas do que as normais, para que os cadeirantes consigam descer do carro. Outro ponto é a proximidade das rampas de acesso à calçada. Quando essas vagas estão ocupadas indevidamente muitas vezes o deficiente é obrigado a rodar uma longa distância para achar outro ponto. ‘‘Às vezes não dá nem pra gente descer do carro’’, lamenta Wolochate.
  O desrespeito não se restringe apenas aos locais públicos, segundo o engenheiro, é comum encontrar motoristas mal educados em estacionamentos particulares. ‘‘Se param na vaga do meu lado e eu vejo que não é deficiente eu me ofereço para afastar meu carro, quando a pessoa pergunta por quê, digo que todo cadeirante precisa de espaço para descer. Eles ficam sem jeito e às vezes até vão embora’’, ensina Wolochate.
  Para o engenheiro, o bom humor é uma ferramenta importante para fazer valer os seus direitos. ‘‘Pelo menos a pessoa fica constrangida’’, argumenta. (A.A.)

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