Marilusa explica que nem todos os pintores e escritores se incorporam. Eles atuam por outra forma de contato, uma delas a mecânica intuitiva. Muitas mensagens chegam em outras línguas, mesmo que o médium não as conheça. Outra forma é a mediunidade de efeitos físicos. Assim como as curas e cirurgias clínicas. Os pintores utilizam-se de ectoplasma gasoso para suas manifestações. Eles também falam, através do médium, e no mais dos casos são cheios de humor. O trabalho que fazem também os apraz, pois esta é uma de suas missões e visa difundir a existência da vida após a morte física e a possibilidade de comunicação com os que estão ''do outro lado''.
Ela diz haver recebido, em Londrina e os estilos conferem Leonardo da Vinci, Renoir, Van Gogh, Picasso, Portinari, Tarsila, Rembrandt, Degas, Sosestras e Vannucci (este Marilusa pintou com os dois pés um vaso com flores). Em certo momento pintou dois quadros ao mesmo tempo, usando cada uma das mãos. A médium demonstra entrar em estado de transe. Música erudita, em som alto, acompanha esses trabalhos, que ocorrem em ritmo frenético. O objetivo não é o espetáculo, mas, como dizem esses mestres, 'vibrar amor e encontrar soluções', e certamente difundir algo mais do que a materialidade. Essa legião de pintores chega a 90, todos voluntários, e segundo Marilusa são comandados por Da Vinci, com o auxílio de Renoir. Os videntes declaram ver suas imagens por intermédio de sua dupla vista embora não apreciem anunciar isso, por considerarem desnecessário.
A explicação é que as demais pessoas não vêem porque não crêm, mas isso não lhes invalida a virtude. Esses médiuns explicam que não possuem nenhuma faculdade especial por terem os canais abertos. Declaram que, de certa forma, todas as pessoas têm um pouco de mediunidade. Pressentimento, intuição, vozes nos chamando pelo nome em lugares onde não há ninguém, são formas mais comuns de mediunidade. O que se conhece, pela literatura esotérica, é que todos esses fenômenos eram frequentes no passado milenar e de domínio de magos, pitonisas, hierofantes. Eles buscavam desmistificar o medo da morte, porque 'morte não existe e a comunicação com os que transcendem deste mundo é natural, pois a vida é um processo contínuo e não cessa'. 'Sendo o espírito uma energia, ele se manifesta através do campo eletromagnético, que ocupa várias dimensões'. 'Pela conjugação de pensamento e sentimento os médiuns funcionam como receptores e irradiadores de energias astrais ou cósmicas'.

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