Na avaliação do gerente da Agência do Trabalhador nem mesmo a crise econômica mundial provocou desaceleração na oferta geral de empregos. ‘‘A queda na oferta (de novas vagas) tem ocorrido de forma pontual em setores específicos como nas revendas de autopeças, uma vez que a crise provocou alta da taxa de juros reduzindo as vendas de veículos. Já a construção civil manteve crescimento porque as obras já estão em andamento e, para 2009, a expectativa é que continue o crescimento da oferta de empregos’’, afirma.
  Já na opinião de Mária de Fátima Campos as perspectivas para o próximo ano dependem dos desdobramentos da crise do mercado americano na economia brasileira, que estão atrelados às decisões dos gestores públicos nacionais. ‘‘No Brasil, o conservadorismo das instituições financeiras e, em especial, as de financiamento imobiliário sinaliza maiores dificuldades para contratação de crédito, o que pode refletir negativamente sobre o consumo de bens duráveis, não duráveis e imóveis. Desta forma, a tendência é de frear o crescimento do emprego nos setores que se mostraram dinâmicos em 2008’’, comenta.(F.M.)

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