A Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) chegou a Londrina há apenas sete anos e já é uma das maiores apostas na área de ciência e tecnologia para a região, no futuro próximo. Sucessora do antigo Cefet, a instituição tem, no seu DNA, a vocação de atender às demandas do setor produtivo. Em cinco anos, seu hotel tecnológico terá colocado a primeira empresa no mercado. Em 20 anos, estima-se que a universidade terá contribuído com uma série de negócios inovadores.

O diretor do campus de Londrina, Marcos Massaki Imamura, conta que hoje a UTFPR atende 1.300 alunos em seis cursos de graduação: tecnologia de alimentos, química, e as engenharias ambiental, de materiais, mecânica e de produção. Em 2015, começará o curso de engenharia química. O crescimento previsto para as próximas duas décadas será qualitativo. "Nossa meta é ter implantado programas de pós-graduação, com mestrados e doutorados, para todos os cursos de graduação", afirma.

O diretor ressalta a aplicabilidade da formação na universidade. "Todos os nossos cursos têm disciplinas de empreendedorismo. Os alunos são estimulados a oferecer soluções ao mercado", informa. O hotel tecnológico já abriga as primeiras ideias. "As soluções apresentadas pelos alunos são transformadas em projetos, que vão para o hotel tecnológico, que é uma fase de pré-incubação. Se for viável, é transformado em empresa", explica.

Assim como as demais instituições de ensino e pesquisa da cidade, a UFTPR do futuro será internacional. "Seremos referência nas áreas nas quais atuamos internacionalmente. Já estamos trabalhando com o Ciência sem Fronteira (programa do governo federal que promove intercâmbios de universitários com outros países)", declara.

Segundo ele, a universidade irá trabalhar pela dupla diplomação. Ou seja, seus alunos farão parte do curso no exterior e terão diploma da instituição estrangeira, além do da UTFPR. Da mesma forma, os estudantes de fora terão dois diplomas. (N.B.)

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