Necessidade ou maquiagem?
Terrenos roçados nas margens, placas refletivas e pintura das canaletas de escoamento de água. Para quem não tem conhecimento técnico, é difícil diferenciar entre o que realmente é necessário para garantir a qualidade das estradas e o que pode ser considerado apenas maquiagem.
Segundo o superintendente regional do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) em Londrina, Wilson Luiz Bazzo, existem algumas formas usadas pelas concessionárias para conferir uma aparência mais agradável às vias. Um exemplo citado é a pintura das canaletas.São providências que não são exatamente necessárias, mas que servem para mostrar que a estrada está bonita. É óbvio que isso é uma maneira de impressionar o usuário.
Para a Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), no entanto, a necessidade existe. As canaletas, como exemplifica a entidade, são consideradas itens de segurança nas estradas e servem para a drenagem superficial do pavimento, conduzindo a água pluvial e reduzindo o desgaste do asfalto.
Contudo, o melhor é fiscalizar. Para isso, o DER mantém uma espécie de parceria com os usuários. Qualquer motorista pode denunciar possíveis defeitos na malha viária, de sinalização, entre outros. A responsabilidade de cobrar providências e soluções das empresas é do próprio DER.
Diariamente, uma equipe da Tecpar, autarquia do Governo Estadual, percorre as rodovias do Estado para verificar as condições de tráfego. Quando algum defeito é constatado, o DER notifica a concessionária para apresentar uma solução no prazo de 30 dias.
No caso da Região Norte, as notificações são constantes, mas a Econorte nunca deixou de fazer as adequações solicitadas ou recebeu multa.
Por outro lado, as concessionárias mantêm um livro de reclamações destinado aos usuários nas bases operacionais, casas do motorista e cabines de cobrança. A equipe do DER é responsável pela triagem e encaminhamento das reclamações. As queixas também podem ser feitas por meio do telefone e da Internet.
Mesmo com os diversos canais de comunicação, o número de queixas ainda é baixo. No final do ano passado, foram quatro em dois meses. Para o engenheiro do DER, Carlos Fumiu Yamamura, a estatística é resultado do comodismo dos usuários. É que as pessoas não querem perder dez minutos para preencher o livro, avalia. As reclamações também são encaminhadas para a Polícia Rodoviária.





