Nave espacial inspirou projeto da Catedral
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quarta-feira, 09 de maio de 2001
Marcos Zanatta 
A Catedral Basílica Nossa Senhora da Glória, com seus 124 metros de altura e em forma de cone, chama a atenção não apenas pela imponência. O projeto, do primeiro arcebispo de Maringá, dom Jaime Luiz Coelho, foi baseado na nave espacial Sputnik, lançada ao espaço pela União Soviética em 1958.
O nome do foguete, lembra dom Jaime, vem da palavra russa poustinikki, que significa o peregrino que se afasta da terra para chegar mais próximo a Deus. O arcebispo conta que o projeto inicial era um templo convencional muito parecido com a catedral de Apucarana. Queria algo diferente. Quando vi uma foto da nave espacial russa, desenhei uma cruz em cima e comecei a trabalhar pela obra com ajuda de profissionais de engenharia e arquitetura, recorda.
Desde a apresentação da maquete, em março de 1958, a obra demorou 18 anos para ficar quase totalmente concluída. Dom Jaime diz que do projeto original ainda faltam alguns detalhes. Foram usados na obra 30 mil sacos de cimento, 600 toneladas de ferro, 3,6 mil metros cúbicos de areia e 4,1 mil metros cúbicos de pedra para uma área construída de 5 mil metros quadrados. Os 124 metros de altura fazem da catedral de Maringá o décimo monumento mais alto do mundo.
A praça da catedral é um capítulo à parte. O jardim ocupa cerca de 10 mil metros quadrados e é um divisor do centro com a Zona 2, área residencial onde pode se notar com maior clareza a proposta de urbanização de Maringá. A zona 2 é a área da idéia inicial mais preservada, diz o pioneiro Annibal Bianchini da Rocha. O bairro tem apenas quatro avenidas comerciais. O restante abriga apenas residências, com no máximo três pavimentos.


