Marcelo AlmeidaLojas como a Key West, especializada em artigos para Natal, já estão começando a receber clientes interessados em preparar-se para a festaPapai Noel ainda nem foi buscar seu trenó na revisão, as crianças não começaram a pedir os presentes e a televisão ainda está livre dos comerciais recheados com ofertas. Mesmo assim, já tem muita gente correndo atrás da decoração do próximo Natal. As lojas especializadas estão recebendo um movimento crescente, apesar da oferta de novos produtos ainda ser pequena. Muitas pessoas que têm como hobbie enfeitar a casa para a temporada natalina estão se mexendo para não deixar faltar cor e brilho em dezembro.
‘‘Desde o início do mês a procura por produtos de Natal vem crescendo bastante’’, diz a empresária Glacy Gutierrez, dona da loja Key West, uma das poucas especializadas em artigos natalinos da cidade que funciona durante o ano todo. ‘‘Vendemos até algumas árvores, mas o que realmente sai mais nesta época são os acessórios e enfeites para as pessoas que fabricam artigos de decoração, para vender ou para a própria casa’’. Outra loja que já começa a ser procurada é a Casa do Papai Noel, que todos os anos atrai muitos visitantes pela grande variedade de produtos. Mas por enquanto as novidades ainda não chegaram - as prateleiras exibem apenas produtos do Natal passado.

A dona de casa Nilva Cordeiro Justus faz parte do grupo de pessoas que começam a pensar o natal com muita antecedência. Em outubro ela planeja estar com tudo pronto, para poder estrear a decoração de casa no início de novembro. ‘‘Os enfeites de Natal são uma mania para mim. Puxei o gosto da minha mãe e desde que casei, há 23 anos, sempre caprichei nisso’’, conta. Ela espalha os enfeites por toda a casa, incluindo os banheiros.
Para Nilva, o espírito do Natal toma a casa assim que a decoração é instalada. ‘‘Como todos os anos viajamos logo depois do dia 25 para passar o Ano Novo na praia, monto tudo bem antes para poder aproveitar mais aquele clima mágico’’. A procura pelos produtos nesta época do ano também pode ter causas econômicas. Encontrada semana passada pesquisando nas prateleiras de uma loja do ramo, a professora Inês Cardoso acha que agora se compra mais barato. ‘‘Perto do Natal, a procura sobe e os preços também’’, conta.

ArquivoSob encomenda: artesã Patrícia Lins decidiu iniciar cedo a produção dos seus enfeites de Natal para poder atender os todos os pedidosGrandes empresas, lojas e outros estabelecimentos comerciais também já estão pensando no Natal. É o caso dos hotéis Rayon e Rochelle. Marli Borcath, mulher do proprietário, cuida pessoalmente das duas grandes árvores que estarão enfeitando os halls dos dois hotéis. No caso dela, a antecedência é justificada pelo tamanho da decoração. Afinal, as entradas dos hotéis tem que estar impecáveis.
A professora de piano Patrícia Lins, que trabalha com artesanato em especiarias como hobbie e forma de completar o orçamento, também já está de olho no Natal deste ano. ‘‘Espero, no mínimo, vender o mesmo que no ano passado: foram cerca de 200 árvores e pinheirinhos’’, conta. A produção da artesã é totalmente manual. Isso faz com que ela tenha que começar cedo para poder atender a demanda.

Marcelo AlmeidaProdutos novos, e outros do Natal passado, podem ser encontrados nas lojas especiali-
zadas. Alguns, com preços mais baixos‘‘A divulgação do meu trabalho é muito na base do boca a boca, e isso faz com que já tenha gente pergutando sobre os produtos’’, diz Patrícia. Os enfeites são confeccionados com produtos como canela em ramo, anis estrelado, cravo-da-índia e camomila. Manuseá-los, mesmo em pleno agosto, já traz as lembranças da atmosfera natalina.

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