NAS TELONAS
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 25 de abril de 2007
Claudio Yuge<br>Equipe da Folha 
Em cartaz desde a semana passada nas salas nacionais, A Colheita do Mal chega como opção de terror moderninho, que explora mais uma vez a vinda do antiCristo, seitas satânicas e meninas com ares demoníacos. No entanto, o filme está mais para aventura com toque de suspense, já que não assusta como promete.
Katherine (a oscarizada Hilary Swank), uma ex-missionária que perdeu a fé e abandonou a vida religiosa, tornou-se uma pessoa totalmente cética após a morte da filha e do marido. Ela passa então a solucionar mistérios por trás de ''milagres'' ao redor do mundo, mostrando fatos científicos que comprovam tais fenômenos. É aí que chega Doug (David Morrissey), professor de uma cidadezinha, que pede a ajuda de Katherine para evitar a morte de uma garota, acusada de um crime hediondo por toda a comunidade local.
O que se segue então nos pântanos da Louisiana são reproduções das famosas dez pragas bíblicas, com direito a gafanhotos, raios, escuridão total, entre outras coisas. Além dos sustos baseados apenas em efeitos sonoros, não há o clima exato para que o espectador fique tenso, como pretendiam os produtores. Ao passo que vai se tornando cada vez mais previsível, o filme vira algo entre ação e suspense, rumo ao fim nada surpreendente e um tanto pretensioso, com uma ''grande revelação''.


