Motoqueiro Fantasma sempre foi um personagem cool, ótimo coadjuvante para histórias em quadrinhos bacanas, mas nunca conseguiu sustentar um título próprio, cancelado várias vezes. Dito isso, sua contraparte nos cinemas segue a fórmula: pouco cérebro e muito apelo visual. Diversão garantida para quem não quer pensar, especialmente para os fãs das revistas e dos filmes de ação.
O que é mais legal no Motoqueiro Fantasma? Bem, acima de tudo, seu visual: não é curioso ver uma caveira pegando fogo com uma jaqueta de couro, cheio de espinhos de aço e correntes, em cima de uma moto descolada? Esse é o look que fez a cabeça dos fãs de Johnny Blaze, nos anos 70 e 80, e de Daniel Ketch, nos anos 90, as duas mais famosas encarnações do Espírito da Vingança.
E é nesse conceito que o diretor Mark Steven Johnson acerta. Ao invés das bobagens que cometeu com Demolidor, o cineasta não se leva a sério nesse longa e aposta nos efeitos especiais para cativar o público. Segue-se então um roteiro furado, que só serve para sustentar as travessuras de Johnny Blaze/Motoqueiro Fantasma pelas ruas da cidade.
A caveira flamejante, a jaqueta de couro com espinhos de aço e correntes, a moto, o ''Olhar de Penitência'', o ''julgamento'' do Espírito da Vingança, estão todos lá, os elementos legais dos quadrinhos comparecem. Até mesmo o canastra Nicholas Cage ajuda a transformar a película pseudo-trash em diversão. Se você procura profundidade dramática ou intelectual, fuja.

mockup