Eles não ganharam o prêmio de Melhor Filme mas fizeram bonito no Oscar. E, não só por isso, estão de volta às salas de cinema curitibanas. Carisma, sensibilidade e muito humor fizeram com que Pequena Miss Sunshine caísse nas graças do público e o repeteco vale mesmo para quem já viu a película no comecinho do ano.
  Pequena Miss Sunshine é o nome do título de um concurso de beleza destinado a pré-adolescentes, em uma premiação em Los Angeles. E a pequena Olive (Abigail Breslin) se sente forte candidata a colocar a faixa de missa. Mas, para chegar lá, precisa encarar uma viagem pelos Estados Unidos dentro de uma kombi amarela caindo aos pedaços.
  A distância a ser percorrida em um veículo enferrujado é a menor das dificuldades para Olive, que, antes de mais nada, precisa manter sua família unida: os Hoover são formados por um pai teimoso, que insiste em tentar vender um método de auto-ajuda fracassado; o irmão da menina não fala com os parentes; o tio é um professor suicida e o avô foi expulso do asilo devido ao uso de drogas. A mãe, sonhadora, é a mais ‘‘normal’’ da trupe.
  O filme, com baixo orçamento, ‘‘correu’’ por fora e abocanhou prêmios em quase todos os festivais que concorreu, principalmente os independentes. No Oscar, Alan Arkin, o avô de Olive, ganhou a estatueta de Melhor Ator Coadjuvante e o longa, que foi cotado a Melhor Filme e teve a indicação de Abigal para Melhor Atriz Coadjuvante, também abocanhou a estatueta de Roteiro Original. Nada mal para uma película que custou US$ 8 milhões, uma bagatela em Hollywood.

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