Fiquei mais de dez anos na chefia do Regional - calculo uns 15 ou 16 anos, com um intervalo quando voltei para o Local, onde estava Rose Arruda. Ela me recebeu bem na equipe e disse: ‘‘Não vou pautar você. Faça suas próprias pautas’’. Pela primeira (e única) vez, na Folha, tive chefe além do chefe da Redação. ‘‘E logo uma mulher!’’. Brincadeira. Hoje está ‘‘assim’’ de mulher aqui - são 36 e 54 homens. Rose foi uma das mulheres pioneiras na Redação e, como a maioria de nossas colegas atuais, é ótima jornalista. Está em Curitiba.
Quando Arceno Athas voltou a trabalhar na FL, trouxe a idéia de um projeto revolucionário: levar cerveja ou chope, por encanamento, até os bares da cidade. Os grandes consumidores de cerveja poderiam fazer ‘‘assinaturas’’ individuais, para receber a bebida nas torneiras de suas casas. O meritório projeto não foi pra frente. Talvez a cervejaria (Londrina Chope ou já Skol?) colocasse algum obstáculo, talvez os bares não quisessem; quem sabe houvesse algum impedimento técnico. Ou, mais provavelmente, Arceno tenha desistido.
Falando em cerveja: Abmael Rocha (na época representante do jornal em Mato Grosso) e eu fomos a Ponta Porã, onde ele acertaria assuntos referentes à circulação. Terminado o serviço, resolvemos ir ao Paraguai, beber umas cervejas importadas. Entramos num barzinho atendido por dois meninos paraguaios. Um nem falava portunhol; apenas guarani. Perguntamos se tinham cerveja estrangeira. ‘‘Si’’, respondeu o mais velho. E nos apresentou, orgulhoso, uma cerveja estrangeira: ‘‘Londrina Chope’’. Pra não deixar o garoto chateado, fizemos o sacrifício... bebemos aquela cerveja importada. (J.O.)

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