''Mais que só ler a Bíblia, os católicos estão vivendo a palavra de Deus''. A afirmação foi feita pelo arcebispo de Londrina, Dom Albano Cavalin, que salienta também a linha ecumênica do Papa João XXIII, durante o II Concílio do Vaticano. ''Ele disse: 'Tiremos as teias de aranha da Igreja para depois dizer como é bonita a casa que vocês saíram'''.
O arcebispo explica que, sua atitude diante do grande número de igrejas que tem nascido, é fazer um exame de consciência global da Igreja católica e como anda sua experiência de amor com Jesus. ''Como diz a passagem bíblica, não é aquele que diz Senhor! Senhor! que entrará no reino do céu, mas aquele que faz a vontade do meu pai que está no céu'', salienta.
A construção de uma igreja não é simples, assim como a abertura de uma empresa. Existe a divisão de regiões, como na região que abrange Londrina, Porecatu, Tamarana, Rolândia e Ibiporã. Estas regiões, segundo Dom Albano, como todas as demais, são registradas no Vaticano, e depois de uma série de documentações, são divididas em paróquias, tudo definido pela Cúria Metropolitana. ''Na Região Norte são 70 matrizes e mais 242 capelas ou igrejas. Cada paróquia tem seu registro religioso e civil. Todos devem prestar contas do dízimo e de tudo à Cúria'', explica o arcebispo.
As igrejas já construídas cuidam das igrejas irmãs, que estão nascendo. Segundo Dom Albano, não são simplesmente construídos prédios, mas sim feito comunidades e depois sim, um investimento por meio dos prédios. ''Nosso grande segredo são os grupos de reflexão que cada ano fazem cerca de 50 reuniões estudando a Bíblia e a vida dos cristãos. Estamos diminuindo as comunidades de pedra e estamos investindo nas comunidades vivas que funcionam nas casas'', ressalta o arcebispo.(F.B.)

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