Não dá para conciliar
O professor de judô da Escola Anjo da Guarda, Cristiano Scholze, 35, não pretende ficar até 1 hora da manhã acordado para assistir as lutas. Ele trabalha cedo e levanta 6h30 para dar aulas. ''Na programação aparece que a luta começa 1 hora, mas é a categoria que inicia nesse horário. Não necessariamente a disputa com algum atleta brasileiro começará 1 hora. Pode ser mais tarde'', explica.
Ele agora tenta se programar para assistir as outras lutas que serão realizadas às 7 horas. ''Já acordei de madrugada em outras Olimpíadas mas já não estou tão jovem para isso'', opina o judoca.
Em outro tipo de luta os horários são ainda piores. As disputas no boxe irão acontecer sempre às 2h30, 4 horas e 9h30. Até os profissionais desistiram de acompanhar todas as lutas. O professor de boxe da academia Cia. Athletica, Diego Gasparetto, 25, é um deles. Ele é campeão paranaense e medalhista brasileiro na categoria e diz que um atleta ficar acordado de madrugada e no outro dia dar aula cedo não é bom. ''Tenho aula 7 horas da manhã. Se forem lutas muito importantes até dá para se programar e ver, já que são mais interessantes. As competições das 9h30 poderei assistir com mais calma'', explica Gasparetto.
Porém, caso as finais forem realizadas de madrugada, ele acredita que vale a pena o esforço. Uma luta de boxe dura aproximadamente 20 minutos. (D.C.)





