‘‘Não adianta ficar esperando’’
Durante a década de 80 e início dos anos 90, Londrina viu o município estacionar no que se referia ao crescimento ao ou fortalecimento econômico. Por muitos anos viveu na sombra do café, que era a mola propulsora do desenvolvimento regional. Com a geada negra em 1975 e o lamentável fim da cafeicultura, o município ficou aguardando passivamente o surgimento de novos empreendimentos.
Muitas empresas foram criadas. Mesmo assim, o fechamento da fábrica de cerveja Skol no início dos anos 90 - que produziu um abalo não apenas econômico, mas também social, por causa do grande número de funcionários dispensados, e moral, por causa da tradição que a empresa mantinha - e a transferência de empresas para outros centros, preocuparam a categoria empresarial e a Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil). Por acreditar em Londrina, Flávio Meneghetti e outros empresários começaram a debater o assunto e a procurar alternativas viáveis para reverter o quadro estacionário.
‘‘Não adianta ficar esperando que o poder público sozinho atraia novos investimentos. Por causa do partido político, uma administração inicia um projeto e a outra gestão acaba abandonando este trabalho. Temos que dar a nossa contribuição, independente de ideologia política’’, comenta. Pensando desta forma, Meneghetti e outros empresários iniciaram, no início dos anos 90, o esboço do que é hoje o Plano de Desenvolvimento Industrial (PDI).
ConquistasFarage Kouri, Abílio Medeiros Júnior, Assad Janene, Valter Guimarães e Flávio Meneghetti procuraram parceria com prefeitura, Codel (Companhia de Desenvolvimento de Londrina), Embrapa, Universidade Estadual de Londrina (UEL) e empresas de renome internacional, como a Andersen Consulting. Esta acabou sendo contratada para elaborar o projeto. Em 1993, o grupo apresentou o projeto para o então prefeito Luiz Eduardo Cheida (PT), que acatou a idéia. Hoje, o prefeito Antônio Belinati (PDT) está dando continuidade ao programa de atração de novas empresas.
Meneghetti diz que o PDI consiste em nortear uma ação prática de identificação dos segmentos para desenvolver o município. Entre os pontos positivos encontrados em Londrina, destacam-se a localização favorável com relação ao Mercosul, saúde, assistência social e educação. Também foram eleitos 13 diferentes segmentos para que o município possa receber estes investimentos, como alimentício, químico, têxtil e eletroeletrônico.
Agora o empresário está comemorando os primeiros resultados do PDI, demonstrados este ano, com a vinda de indústrias estrangeiras como a americana Dixie Toga (fábrica de plástico) e a coreana Kumho, que produz pneus. (Ver mais sobre o assunto na página B3). Entre outras conquistas do projeto, Flávio Meneghetti ressalta a criação da Cidade Industrial de Londrina, na zona norte. (A.S.)

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