'Nanicos' comentam resultado das urnas
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domingo, 05 de outubro de 2014
Andréa Bertoldi e Roger Pereira Reportagem Local 
Para o candidato derrotado ao governo do Paraná Bernardo Pilotto (PSOL), o resultado da eleição mostrou a desigualdade do processo eleitoral. Mesmo assim, ele disse que o partido teve um bom desempenho e dobrou o número de votos da sigla em relação a 2010. Ele acredita que isso foi possível devido ao aumento da inserção do partido no Estado. Pilotto disse que a participação do partido nos movimentos populares de 2013 também contribuíram para aumentar a votação do PSOL no Paraná.
Para ele, a população "não enxergou os candidatos Roberto Requião (PMDB) e Gleisi Hoffmann (PT) como oposição, mas como cópias do governador Beto Richa (PSDB)". Segundo ele, "as eleições brasileiras têm sido marcadas por uma acomodação e por reeleição da situação".
O candidato do PRTB, Geonísio Marinho, disse que é preciso respeitar a vontade popular e se considerou feliz por ter participado da disputa pelo governo do Estado. "A disparidade no tempo de TV (durante a propaganda eleitoral) foi determinante para o resultado das eleições", afirmou.
O candidato do PRP, Ogier Buchi, disse que estava muito orgulhoso, feliz e agradecido pelas pessoas que confiaram nele o seu voto. "Fui o candidato mais votado do PRP no País e isso tem que ser festejado. Fiz uma campanha limpa e digna e parabenizo os vencedores", afirmou. Em relação ao resultado, ele disse que a manifestação do povo tem que ser respeitada. "Espero que o Beto Richa cumpra suas promessas e faça um governo melhor que o seu atual", finalizou.
O candidato do PTC, Tulio Bandeira, agradeceu os votos que recebeu dos eleitores. "Quero parabenizar o governador Beto Richa por conseguir que a população acredite nele mais quatro anos. Fiz uma eleição sem recursos e com propostas", disse.
Último colocado na disputa, com 0,1% dos votos, Rodrigo Tomazini (PSTU) disse que sua campanha foi vitoriosa. "Conseguimos levar o programa do PSTU para as fábricas, os canteiros de obras, as escolas, os bairros operários. Lógico que, com R$ 25 mil, contra uma campanha de R$ 35 milhões, era isso que poderíamos fazer", disse.
Para ele, graças ao poder econômico, mesmo enfrentando greve na educação, na saúde, dos agentes penitenciários, "Beto Richa conseguiu de novo". "Com o poder político e econômico, ele conseguiu o apoio de mais de 300 prefeitos, mesmo de partidos que estavam em outras coligações. E isso, nas cidades, faz toda a diferença", conta.
Repetindo seu lema de que política não se faz só nas campanhas eleitorais, Tomazini disse que, hoje, o PSTU já estará nas ruas, apoiando a greve dos bancários, "e assim seguiremos fazendo". "Onde estiver mobilização popular, estaremos juntos".


