Nada de agito
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quinta-feira, 03 de janeiro de 2008
Denise Ribeiro<br>Equipe da Folha 
Passado o Natal, quando Curitiba recebe milhares de turistas que procuram a cidade por causa da intensa programação festiva preparada especialmente para esta data, o movimento de pessoas saindo da cidade, principalmente em direção ao litoral, é o mais notado. A Capital ganha então um aspecto meio deserto mas é possível encontrar quem seguiu a direção contrária e veio até aqui só para comemorar a virada do ano.
As irmãs Maria Sales, Maria da Glória e Maria Regina de Jesus vieram de São Paulo para conhecer a capital paranaense e brindar por aqui a chegada do Ano Novo. No dia 31 elas circularam pelo Centro e planejavam conhecer mais pontos turísticos no dia 1º, mas por causa do tempo nublado decidiram sair em busca de sol em Florianópolis. Nessa época a cidade está mais tranqüila para conhecer. Mas tudo fechou cedo, senão a gente ia conhecer mais, observa Maria Regina.
Para Maria da Glória, Curitiba é uma boa opção para quem quer tranqüilidade. Na falta de um espaço público onde comemorar a virada em grupo, as três irmãs brindaram o novo ano durante a ceia oferecida pelo albergue onde se hospedaram. Não tem nenhum lugar onde a gente possa ir para juntar todo mundo. Não teve fogos. É pra quem quer tranqüilidade. A gente ficou com mais sossego, conta.
De acordo com o proprietário do albergue onde o trio se hospedou, Alexandre Martello, o período do réveillon é mais procurado por famílias e por aqueles que não gostam de multidões. São pessoas que querem fugir da muvuca do litoral e vêm se esconder, afirma.
Mas houve também quem se decepcionou. O argentino Dario Ledesma, que veio de Buenos Aires, achou triste a passagem de ano em Curitiba. Por estar em território brasileiro ele esperava muita festa, o que não encontrou por aqui. Quando se fala em Brasil a imagem que temos é de alegria. Aqui não acontece nada, exclama o turista. De Curitiba, Ledesma seguiria para o Rio de Janeiro em busca de festa.
Outra que esperava mais agitação pela cidade é Maria Luz Rosales, de Mendoza, também na Argentina. A imagem que vendem do Brasil é essa. Achei que ia ver festas nas praças com pessoas vestidas de branco, conta Maria Luz. Já o mineiro Giovani Guedes, de Belo Horizonte, não ficou tão surpreso. Quis dar uma parada mesmo. Com a cidade mais vazia é melhor para passear, por outro lado muita coisa está fechada. Ficamos aqui no hotel porque não tínhamos alternativa, conta Guedes. Para quem está buscando agitação com certeza eu digo: não venha. Fora isso é bom, completa.


