Também com 25 anos, a UEL comemorou o jubileu de prata com números não menos surpreendentes. São 32 cursos, 11,7 mil alunos, 1,5 mil professores e 3,5 mil funcionários. O reitor Jackson Proença Testa destaca que a UEL foi a grande responsável pelo surgimento e transformação do setor terciário na cidade. ‘‘Depois da UEL, começaram a chegar grandes médicos, engenheiros, arquitetos, entre outros profissionais, transformando Londrina num grande centro de serviços’’, aponta.
Hoje, de olho no próximo milênio, a UEL já prepara a abertura de novos cursos, para atender uma demanda cada vez maior e exigente. Para isso, a instituição já conta, por exemplo, com uma das maiores redes de computadores do Sul do País. Testa destaca que hoje, por tudo que representa, a universidade extrapolou os limites do ensino e atende setores tão importantes quanto distintos, como por exemplo a saúde e a cultura.
Dessa estrutura fazem parte não só um dos campus mais bonitos do País - conhecido também por Perobal -, como também Hospital Universitário, Hospital Veterinário, Centro Odontológico, Laboratório de Produção de Medicamentos, Fazenda-Escola, Escritório de Aplicação de Assuntos Jurídicos, Editora, Rádio Universidade FM, Museu Histórico Pe. Carlos Weiss etc. Sem contar os projetos de extensão e as diversas atividades que se desenrolam durante o ano, como Festival Internacional de Teatro (Filo) e Festival de Música.
Londrina conta ainda com o Centro de Estudos Superiores (Cesulon), que faz parte do Instituto Filadélfia, o mais antigo complexo educacional particular da Cidade - em 1995, comemorou 50 anos de fundação. O Cesulon tem hoje sete cursos: Nutrição, Psicologia, Processamento de Dados, Arquitetura, Enfermagem, Licenciatura em Ciências e Pedagogia, somando aproximadamente 2,2 mil estudantes. Assim como a Unopar, o Cesulon planeja também se transformar, a curto ou médio prazo, em universidade.
Na área de ensino técnico de segundo grau, Londrina ainda não oferece aos jovens muitas opções. Um dos poucos exemplos são os cursos de Eletrônica e Eletroeletrônica do Instituto Politécnico de Londrina (Ipolon). A escola pertence ao Instituto Filadélfia e é uma das mais antigas da cidade.
Além do Ipolon, uma das experiências mais interessantes produzidas em Londrina foi o Centro de Educação Tecnológica Carambeí (Cetec), inaugurado em 95, no jardim Califórnia (zona sul). O Cetec tem por objetivo formar e dar aos filhos dos pequenos produtores rurais e simples lavradores a oportunidade de receber e aprimorar conhecimentos nas técnicas de produção rural e na indústria de alimentos.
O problema é que a escola era mantida pela rede Carambeí, que acabou pedindo concordata no ano seguinte à inauguração do Cetec. Por isso, a direção teve que buscar as mais diversas alternativas para manter as portas abertas e, principalmente, cumprir o compromisso de formar os 120 alunos matriculados nos dois cursos - 80% deles de família humilde e sem condições de pagar pelo estudo.
‘‘Foi luta muito grande, mas agora em dezembro vamos finalmente fazer a formatura dos alunos’’, aponta o diretor do Cetec, George Baum. A expectativa para 98, segundo Baum, é ampliar e oferecer quatro cursos de nível técnico: Alimentos, Processamento de Dados, Química e Hotelaria. Mas desta vez, aponta o diretor, não haverá qualquer vínculo com o ensino regular. ‘‘Vamos trabalhar com alunos que já se formaram no segundo grau. Muitas vezes o aluno que sai da oitava série ainda não tem maturidade para escolher uma profissão.’’

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