Na preferência do consumidor
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segunda-feira, 24 de novembro de 2014
Paula Barbosa Ocanha<br>Reportagem Local 
Quem nunca comprou um produto por impulso que atire a primeira pedra. Em todos os lugares, consumidores de todas as idades e classes sociais, acostumam-se com um produto e simplesmente o colocam no carrinho sem nem observar se um produto idêntico, de outra marca, poderia ser melhor. "Compra é impulso. Você compra um produto porque conhece e porque ele está na sua memória. É difícil você ver alguém lendo as especificações, rótulos ou comparando produtos semelhantes", afirma o coordenador do curso de Publicidade e Propaganda da Universidade Norte do Paraná (Unopar), José Campana. E, segundo ele, a principal responsável por fazer esse produto estar na cabeça do consumidor e consolidar essa compra por impulso é a propaganda e a comunicação desse produto na mídia.
Mesmo com algumas empresas menores talvez ainda imaginarem que publicidade é um dinheiro "gasto", ele reforça que a publicidade e a comunicação são investimentos que podem retornar nas vendas. "Claro que, não necessariamente quem gasta mais em propaganda vende mais, porque isso depende do tanto de produto disponível no mercado, pontos de vendas e os próprios vendedores. Mas a chance de vender mais aumenta quando esse investimento é feito", lembra ele. E ainda ressalta que, "quanto mais a empresa investe em propaganda, menos ela gasta em cada peça publicitária". "Quando você possui uma marca conhecida, que já está na cabeça do consumidor, só uma palavra define sua propaganda. Para fazer um anúncio de varejo, você cita o produto, e o local de venda, pronto. Mas se ninguém te conhece, o tanto de informações que você precisa colocar na peça publicitária é maior, e isso encarece o valor. Então, quanto mais você faz propaganda, menor o gasto com propaganda", garante.
Apesar de parecer "resolver" o problema das empresas, ele pondera que a "comunicação não é um ato isolado". "A publicidade sempre busca solucionar problemas de marketing da empresa, mas para isso a corporação precisa saber onde quer chegar, qual o nível de lembrança que pretende ter na cabeça dos clientes e qual seu posicionamento no mercado. Resolvido isso, a publicidade vai trabalhar para que esse objetivo seja alcançado", reforça ele. Para o publicitário, também é importante que a comunicação da marca na mídia seja constante. "Não é porque a empresa atingiu bons resultados com uma campanha que isso a desobriga de continuar com a divulgação do produto ou serviço. Até porque, outra empresa pode chegar e roubar esse seu lugar na cabeça do cliente", ensina.
Essa também é a avaliação do mestre em administração e professor de Publicidade e Propaganda, Alexandre Corneta, que reforça que a "comunicação tem de ser permanente". "Os consumidores, dentro de um mercado, buscam produtos ou serviços que irão resolver suas diferentes necessidades. Mas antes de buscar essas soluções, ele precisa saber que ela existe", explica. Para ele, apesar da propaganda ter o papel fundamental de comunicar, a empresa se consolida quando o produto "satisfaz a necessidade dos clientes."


