Quase tudo já foi dito sobre Bombinhas - a 35 quilômetros ao sul de Balneário Camboriú, em Santa Catarina. Nada muito diferente do que diz o secretário de Cultura de Londrina, Luciano Bitencourt, 38 anos, depois de passar quatro vezes o Réveillon pisando nas areias claras da Praia de Bombas, uma das 19 praias do município. ''Não existe praia para banho igual a Bombinhas'', declara.
Há quatro anos, Luciano e a mulher, jornalista e atriz Jackeline Seglin, 34, viajam os 680 quilômetros que separam Londrina de Bombinhas para desfrutar das belezas naturais das 12 praias que emolduram a enseada. ''Minha preferida é a Sepultura'', afirma Jackie categoricamente.
A velha máquina fotográfica Olimpus Trip registra as belas paisagens todos os anos. Nessa temporada, os caiaques sobre a imensidão do azul esverdeado do mar ou as pedras que circundam a orla da Lagoinha até a Praia da Sepultura foram foco nas lentes de Jackie. Já estão no álbum de família e vão também para a internet.
Foram seis dias de ''dolce far niente'' antes de voltar para a roda-viva do trabalho no Norte do Paraná. ''Mas se você ainda for para o Litoral, não saia da praia'', sugere a jornalista. Ela tem razão. Os congestionamentos no trânsito até Bombinhas estão monstruosos, que duram em média duas horas para entrar e duas para sair do município. ''Conheça Quatro Ilhas, Canto Grande, Mariscal e a Sepultura'', aponta.
Mergulhar nas águas da Lagoinha e fotografar peixes coloridos, algas verdes e balançantes com uma máquina digital à prova d'água também foram o passatempo preferido do relações públicas André Wyllian Silveira, 23 anos, que trabalha na Casa do Professor Primário do Paraná órgão de classe dos professores paranaenses em Londrina. ''A beleza e águas calmas do mar, o movimento turístico e as opções de lazer fazem de Bombinhas um lugar inesquecível'', reconhece ele.
Além de fazer mergulho de apnéia apenas com máscara e snorkel na Lagoinha, o londrinense não esquece da Ilha de Porto Belo e do passeio a bordo da escuna dos piratas, com duração de três horas e meia (preço do passeio é de R$ 45,00 para adultos e R$ 20,00 para crianças com faixa etária de 2 a 12 anos).
André passou dez dias na enseada catarinense com a mulher, estudante de Técnica em Radiologia Sílvia Silveira, 21, a cunhada Raquel Fonseca, 22, e o amigo Roberton Ricardo, 24, em um apartamento alugado para temporada. Mas gostou tanto que pretende voltar no Carnaval. ''Quero pescar peixe-espada em alto-mar e fazer parasailing (mistura de esqui aquático com paraquedismo)'', planeja ele. O pára-quedas, atado ao corpo da pessoa, é puxado por um barco.
Reduto londrinense- O turista que não gosta muito de ficar na água ainda pode usufruir das belezas naturais do Litoral catarinense. Balneário Camboriú é outro local atraente e movimentado, que já foi há três décadas grande reduto de londrinenses. Os moradores do famoso edifício Londrina que o digam. Hoje, com mais de um milhão de turistas de diversos Estados do País e do exterior a cada verão fica mais difícil encontrar londrinenses no meio de tanta gente.
A Praia de Laranjeiras depois da praia central de Balneário Camboriú foi o primeiro destino dos londrinenses Marcelo Fiuji, 37, e Eliane Fiuji, 34, em férias, na primeira semana de janeiro. Ponto de encontro dos turistas que passeiam pelos bondinhos aéreos do Parque Unipraias, a Praia de Laranjeiras até a década de 70 era habitada apenas pelos índios carijós da tribo guarani. ''Ficamos hospedados em Itajaí e percorremos quatro praias do Norte catarinense'', conta o arquiteto.
Essa foi a primeira vez que Marcelo e Eliane foram para Santa Catarina. Até então, todo verão eles iam para a praia de Bertioga, no Litoral de São Paulo, e ficavam no condomínio da Riviera de São Lourenço. ''Aqui é ótimo, não vou mais para Riviera'', conclui Eliane, que pede e insiste com o marido para comprarem um imóvel em Bombinhas. ''Vamos ver'', responde Marcelo.

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