Desde o início do confronto entre israelenses e palestinos na Faixa de Gaza, no último dia 27, a comunidade muçulmana em Curitiba vem realizando vigílias e protestos em frente à mesquita, localizada no centro da cidade, pelo fim das mortes na região do conflito. Na próxima sexta-feira, a partir das 11 horas, a Sociedade Muçulmana do Paraná comanda uma passeata que sairá do prédio da Reitoria da Universidade Federal do Paraná em direção à Boca Maldita. Também será montada na Praça Osório uma barraca com fotos das regiões atingidas pelos bombardeios. Já a comunidade israelita na capital não planeja realizar manifestações públicas e prefere o silêncio enquanto vive a expectativa pela solução da crise. Em comum entre as duas comunidades, prevalece o desejo pela paz.
De acordo com o vice-presidente da Comunidade Muçulmana no Paraná, Gamal Oumairi, a exemplo de outras comunidades muçulmanas de todo o mundo, os muçulmanos paranaenses condenam com veemência os bombardeios do exército israelenses no território palestino. ''São nossos irmãos que estão sofrendo um ataque sem precedentes com a morte de mulheres, crianças e pessoas idosas. Isso é um massacre. Os muçulmanos têm que se levantar sim em resistência a esse tipo de agressão'', afirma Oumairi. O representante da comunidade muçulmana afirma que as manifestações representam um ''grito de liberdade contra a opressão''. ''Desde que Israel adentrou aquela região tem acontecido isso. Os direitos mais básicos que as pessoas têm são negados ao povo palestino. Mortes estão acontecendo por falta de alimentos e medicamentos. Queremos chamar a atenção para o que realmente está acontecendo lá'', defende.
Segundo o presidente da Federação Israelita do Paraná, Isac Baril, a comunidade israelita paranaense dedica-se a orações para que seja estabelecida a paz. ''Nós, como todos os judeus do mundo, queremos que haja, o mais rapidamente possível, o entendimento entre as partes para o estabelecimento da paz efetivamente. Pedimos que sejam iluminados os dirigentes de ambas as partes para que o plano de paz seja realmente cumprido. Queremos a paz entre judeus e árabes, sejam cristãos ou muçulmanos, viver em harmonia assim como acontece no Brasil'', afirma Baril. Segundo ele, a comunidade israelita brasileira prefere não se manifestar publicamente e opta por ficar na ''linha de silêncio'', na espera pelo fim imediato do conflito. ''O conflito não é coisa que desejamos, assim como acreditamos que o povo palestino não deseja o conflito'', ressalta o representante da comunidade israelita no Paraná.

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