Na água sem traumas
Foto de Camilla MaiaA partir dos seis meses, as crianças aproveitam melhor os materiais de apoio, como bóias e tapetesESPORTE
Paciência e afetividade são
os principais ingredientes
da natação para bebês
Na água sem traumas
Para que a água - da piscina ou da praia - seja motivo de diversão e não de trauma, o melhor caminho é deixar que o bebê aprenda a nadar sem sustos. Os métodos russo e alemão, que recomendavam jogar criancinhas de colo na água fria e esperar que o instinto as devolvesse à superfície, estão mais ultrapassados que os regimes políticos que os inspiraram.
Em piscinas particulares ou em academias, atualmente os especialistas em natação para bebês apostam sobretudo na afetividade para habituá-los à água. Sem choque térmico nem coação, como ressaltam as professoras cariocas Ana Beatriz Gélio e Ana Ribeiro. Mães ou babás também entram na piscina, com temperatura em torno dos 31 graus, e participam das aulas com as crianças, ao ritmo de canções infantis.
A melhor idadeEmbora a partir dos 3 meses o bebê tenha controle dos braços e das pernas e possa entrar na água para brincar com a mãe ou com o pai, a maioria dos professores prefere esperar até o sexto mês. É nessa época que o bebê já está vacinado contra as principais doenças e também pode aproveitar melhor os materiais à disposição, como flutuadores, tapetes coloridos e letras de plástico que afundam.
Em qualquer caso, os pais jamais devem forçar a criança. Também é essencial verificar as credenciais, humanas e técnicas, do professor. Se o bebê entra em pânico, berra e resiste a entrar na água, algo anda errado na aula. Ana Beatriz Gélio, especializada em hidroginástica em San Diego e Las Vegas, diz que já recebeu crianças traumatizadas por métodos drásticos:
Nossas aulas não têm pressa nem prazo. Um bebê pode ser forçado a nadar em dois meses, mas será que ele vai gostar de água daqui a dois anos? A natação não é um fim, mas um meio. O mergulho é consequência natural do aprendizado e deve acontecer de modo espontâneo.
Sem impactoNormalmente, as mães esperam esta época do ano, quando começa a esquentar, para matricular seus filhos nas aulas de natação. Apesar das piscinas serem aquecidas, as mães têm um certo receio da criança sentir a mudança de temperatura, explica a professora Cristiane Takaki, de Maringá. Ela acha de extrema importância a natação para bebês, e defende a atividade como forma de melhorar o desempenho da criança em vários aspectos. É a única atividade física permitida para bebês de zero a dois anos, já que a água não apresenta riscos de impacto, afirma.
Cristiane diz que o bebê que pratica a natação melhora a coordenação motora e com isso anda com menos idade, tem um sono melhor e um comportamento mais tranquilo. A natação beneficia também as crianças que apresentam alguns tipos de doenças, principalmente respiratórias. Mas para isso é preciso ter um ambiente de aulas limpo, avisa. Ela diz que a iniciação no esporte depende dos pais, mas acha que a idade ideal é a partir dos três meses.
Os benefícios da água são inquestionáveis. Além de previnir problemas respiratórios, ortopédicos e circulatórios, o equilíbrio no meio líquido fortalece a musculatura dorsal, desenvolvendo aspectos psicomotores, inclusive a coordenação lateral do bebê. Daí a natação ser uma atividade muito indicada para crianças com síndrome de Down. Mas para iniciar uma criança na natação, vale lembrar, antes de mais nada, uma importante recomendação dos especialistas: fazer um exame médico anterior para descartar problemas como asma grave ou sopro cardíaco, casos em que é desaconselhada a prática do esporte.
Serviço
Escolas que oferecem natação para bebês em
Londrina:
Wet Sport
Dinâmica (Aeroporto)
Baby Nade
Splash Centro Aquático
Em Maringá:
Academia Ingá Pool
Academia Baleia Azul
Academia Físico e Forma
Academia Aeróbica e Cia.
Em Curitiba:
Academia All Sport
Amaral Escola de Natação
Aquacenter Batel
Berek Krieger





