Recuperar o título de ‘‘Rainha do Caf钒 e ao mesmo tempo fortalecer a economia local através da geração de empregos e fixação do homem no campo. Estes são os principais motivos que têm levado o município de Altônia a desenvolver um amplo projeto de recuperação do parque cafeeiro local. Perto dali, em São Jorge do Patrocínio, também está sendo desencadeado um projeto que objetiva resgatar a cafeicultura, que até pouco tempo era a principal base econômica local.
Em São Jorge do Patrocínio, a prefeitura está adquirindo cerca de mil quilos de sementes de café para produção de mudas nos oito viveiros instalados no município. O programa de revitalização do café na região começou no início da década de 90, incentivado principalmente pela Cocamar e algumas prefeituras.
No início, o trabalho de reintrodução dessa cultura foi difícil, por dois motivos principais: na época, o solo regional já apresentava fortes sinais de empobrecimento e muitos cafeicultores ainda não haviam se recuperado dos prejuízos sofridos com as grandes geadas registradas no final da década de 80, que praticamente dizimou os cafezais da região.
No entanto, com as novas tecnologias e produção de mudas mais resistentes, algumas delas apropriadas para o solo arenito caiuá – como o café robusto, produzido em grande escala –, aos poucos o parque cafeeiro foi se refazendo, embora ainda hoje encontra-se muita além da realidade vivida há 20 anos. No processo de revitalização, São Jorge do Patrocínio e Altônia tomaram a dianteira e hoje podem ser considerados pólos importantes da cafeicultura regional.

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