Município vai implantar circuito de geoturismo
Pensando em incrementar o Circuito da Natureza, Almirante Tamandaré vai implantar com o apoio da Minérios do Paraná (Mineropar) um roteiro geoturístico, até o final de setembro. Dentro do circuito já existente, a Mineropar catalogou cerca de dez pontos geológicos que poderão ser apresentados ao visitante, enriquecendo o conhecimento sobre a história do lugar. Além disso serão instalados dois painéis que traçam o mapa geológico do município, cujo subsolo é quase todo ocupado pelo Aquífero Karst (nome de origem servio-croata, que significa relevo de pedras calcárias).
De acordo com o geólogo Gil Piekarz, coordenador do Geoturismo e Geoconservação da Mineropar, esse será o segundo roteiro geoturístico implantado no Paraná - o primeiro está em desenvolvimento na Ilha do Mel. ''O projeto da Mineropar para sítios geológicos e paleontológicos, no Estado, tem duas vertentes principais, que são o geoturismo e a geoconservação. Nosso objetivo é colocar informações geológicas, através de painéis e panfletos, em roteiros turísticos já existentes e que tenham esse potencial. O resultado será muito melhor do que se criasse um roteiro apenas geoturístico'', explica.
Almirante Tamandaré é uma região de calcários e que possui rastros dos animais mais antigos da terra, que são os arrecifes de corais (estromatolitos), que viveram lá há mais de 1 bilhão de anos, quando o município foi mar. O visitante pode visualizar nas rochas de calcário as marcas dos corais. Outro tipo de rocha é o quartzito, elevações antigas de areia da praia que foi metamorfizado (em altas temperaturas) e se solidificou, também datam de mais de 1 bilhão de anos atrás. Já as cicatrizes vulcânicas, tem a formação um pouco mais recente, há cerca de 150 milhões, quando houve a separação dos continentes e o nascimento do Oceano Atlântico.
Em Almirante Tamandaré, inclusive, a Mineropar junto com o município vai fazer o pedido de tombamento como patrimônio natural de dois corais de calcário. ''Com o geoturismo informamos a população e criamos a cultura de conservação do patrimônio geológico e consequentemente do lençol freático e do meio ambiente. Existe uma preocupação para evitar a poluição do lugar e também possíveis problemas geotécnicos, devido ao uso errado do solo. Onde há calcário também há grandes vazios, cavernas que são preenchidas por água, e podem ceder se não houver um estudo criterioso de ocupação'', alerta Gil Piekarz, citando que outros municípios da RMC que possuem potencial geoturístico são Colombo, Campo Magro e São José dos Pinhais. (F.G.)





