Mundo Mix
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 20 de março de 1997
Fabiano Camargo 
Looks performáticos, como este assinado pela estilista Jô Marçal, poderão ser encontrados nesta nova edição do Mercado Mundo Mix Maior espaço para a cultura, busca de horizontes internacionais e atenção redobrada na revelação de novidades. Este trinômio básico compõe o plano de metas para 1997 do Mercado Mundo Mix, a feira nômade de moda, decoração, design e serviços alternativos que já completou dois anos. De volta a Curitiba neste final de semana (sábado e domingo, das 14 às 22 horas), com estes ideais reformulados, o M.M.M. traz uma edição especial, batizada de Liquid Mix Ação. Como o nome já indica, trata-se de uma grande liquidação.
Os 100 expositores que participam desta quarta versão do Mix na cidade - são 50 de São Paulo, 35 do Paraná (Curitiba e Londrina) e 15 do Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Campinas - prometem oferecer descontos que vão de 10 a 50%. A adoção de temas especiais faz parte da nova estratégia do bazar itinerante para este ano, como informa um dos diretores do M.M.M., Jair Mercancini.
Em 1996 tivemos um ano muito bom, com o mercado se expandindo para Curitiba e Campinas e conquistando cada vez mais espaço. Agora pretendemos acentuar nossa preocupação de mostrar novidades, diz Mercancini. Nas edições em São Paulo, sentimos que alguns expositores não estavam se renovando. Isso não vai mais acontecer porque estaremos analisando de perto a performance deles quanto à qualidade, propostas e preço. Também estamos enxugando um pouco o quadro, para que novos talentos possam ser incluídos.
A cultura está ganhando mais destaque dentro do caleidoscópio comportamental que é o mercado, com os projetos Multi Cult Mix, que inclui no evento desde exposições até performances teatrais, e o Mix Music, voltado para a revelação de novas bandas (ver box ao lado). No mercado deste fim de semana, as atrações destes projetos são performances do grupo de atores e acrobatos Acronautas, de Curitiba, e dois shows. A banda carioca de rock Las Ticas Tienen Fuego se apresenta durante o mercado, enquanto o grupo de techno Habitants, de São Paulo, toca na festa oficial do Mercado, que acontece no sábado, num galpão ao lado.
Albari Rosa
Acima, a modelo Vivian veste top em helanca cotelê laranja Prifit (R$ 5,00) e calça em helanca trabalhada Prifit (R$ 40,00). Herick (Ford Models) traja calça de helanca preta G.P. Uomo (R$ 65,00) e pólo espinha-de-peixe, da mesma griffe (R$ 35,00)
Todas estas novidades devem ser integradas aos projetos de expansão do Mundo Mix. Novas fronteiras estão sendo procuradas dentro e fora do país. Como alternativa para manter os expositores locais em atividade, estamos pensando em criar Mercados regionais. No caso do Paraná, existe um projeto para Londrina.
A cidade receberia a feira nos intervalos entre as edições nacionais do Mundo Mix em Curitiba, que vem acontecendo de três em três meses, conta Mercancini. Outra idéia é realizar eventos nos mesmos moldes do M.M.M., só que com temas diferentes, como decoração, antiguidades, arte, produtos naturais e esotéricos, design e moda infantil.
A participação do Mercado Mundo Mix num desfile em Punta Del Este, em janeiro, foi encarada como um primeiro passo na conquista de ambientes internacionais. Esta semana, Mercancini voltou de Buenos Aires, onde acompanhou um evento de moda não comercial. Os contatos foram feitos e a idéia é fazer um intercâmbio com estilistas de lá e expositores do Mundo Mix. Queremos que a fase internacional do mercado realmente aconteça, diz o produtor.
Dentro da proposta de renovação do Mundo Mix, três novas griffes de Curitiba estão estreando no mercado. São elas: Vestidos Para Matar (vestidos), Sabotage (moda clubber importada), República (produtos de skate e street wear importados). Também estarão presentes marcas já conhecidas de outras edições do Mix, como Orson Welles, Hipótese, Cruel Maniac, Slam, Miss Bijoux, Made In Hell e outras. As griffes de São Paulo e Rio de maior destaque dentro do M.M.M. também comparecem.


