Imagine se você tivesse a oportunidade de começar sua vida novamente, só que com a opção de moldar sua própria forma e o mundo em que vai morar nos próximos anos. Essa é a premissa de Second Life (SL), que deixou de ser apenas um jogo e hoje passa a ser investimento. Não só para empresas, mas também para jovens internautas, que aproveitam as inúmeras horas conectadas na web para ganhar dinheiro real no universo virtual.
Faturar com a Internet não é novidade, o mundo virtual oferece inúmeras opções de emprego, inclusive com profissões novas (como webdesigner), já há um bom tempo. O que vem quebrando barreiras mesmo são os novos conceitos de trabalho: inúmeras empresas vêm investindo no SL, não só em publicidade, como também em pessoal para vendas online.
Rodolfo Parker é um desses ''novos profissionais''. O rapaz, de 23 anos, participou do planejamento de levar uma empresa de automóveis para o SL e hoje é vendedor no mundo virtual. ''Trabalho das 9 horas até as 15 horas e passa por aqui uma média de 50 pessoas por dia, no meu horário'', explica, através de entrevista concedida no próprio universo online.
Na loja virtual, Parker mostra os modelos de carros - todos ilustrados de forma fiel aos originais - e garante que a empresa está satisfeita com os resultados obtidos até agora.
Uma das vantagens de trabalhar no SL é poder fazer seu próprio horário, como o publicitário Alexandre Grebe, 27 anos. ''Estou trabalhando aqui há dois meses, no meu tempo vago, e atendo bastante gente, porque aqui no SL tem festa todos os dias'', explica o rapaz, que passou a trabalhar no SL através da idéia de um amigo, que é seu sócio na vida real. Grebe ganha o equivalente a um promoter ''de verdade'' para organizar festas e eventos no mundo virtual, especificamente no Ilha Brasil, onde muitos internautas vão para se divertir.
O negócio é tão sério que empresas vêm realizando eventos especiais para chamar novos usuários (como festas de Ano Novo e raves), executivos têm fechado negócios em reuniões online no SL e a Suécia acaba de abrir a primeira embaixada no mundo virtual. A agência de notícias Reuters, por exemplo, tem um jornalista sempre conectado, somente para cobrir o que acontece nesse universo.
Paraná engatinha - Os paranaenses, por enquanto, têm uma participação bastante tímida no SL. Uma rápida consulta feita em lan-houses no centro da Capital revelou que nenhum dos operadores sequer sabia do que se tratava. No mundo virtual, há pouca menção sobre Internautas do Estado nesse universo online.
''Brasil-PR'' e ''Curitiba'' foram encontrados como únicas referências ao Paraná, no entanto, são grupos isolados, sem integrantes. Também não há qualquer espaço físico que reproduza algo do Estado.

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