Para conquistar um número maior de clientes, o alfaiate Odir Verdi resolveu atender também as mulheres. Ele confecciona terninhos femininos. Uma forma de diversificar e de buscar o requinte feminino. Há 32 anos em Curitiba, Verdi atende clientes de classe média alta. A profissão, ele aprendeu com o pai -que era de Santa Catarina. Desde 1971, ele abriu uma alfaiataria na capital paranaense e tem feito ternos para clientes de todas as idades. Os ternos e as calças são os itens mais procurados. Para confeccionar um terno, ele cobra R$ 400. O tecido é escolhido pelo cliente. ''Quem manda fazer um terno aqui, procura tecidos de boa qualidade. Sempre o melhor'', relatou.
O segredo do sucesso, segundo Verdi, é a qualidade. ''Os alfaiates sobrevivem com o tempo porque sempre vão existir pessoas que preferem roupas mais alinhadas, mais acertadas. Que fique exatamente como o corpo dela é. O paletó e a manga da camisa precisam ser perfeitos. O bolso tem que estar no lugar certo. O que os clientes buscam é beleza e comodidade''. Verdi faz poucas reformas. Ele preferiu diversificar, mas apostar na confecção. Na produção de vestimentas. ''Não dá para dizer que, com o passar dos anos, o movimento não caiu. É certo que reduziu de 15 anos para cá de forma radical. Até por causa das facilidades de pagamento da roupa feita, do crediário e até do preço. Mas as pessoas ainda sabem que roupa boa custa caro''.
Hoje, 15 anos após iniciar na profissão, Verdi tem 50% de público feminino e 50% de masculino. Ele faz blazer, saia e calça para mulher. Traje social. ''Claro que os vestidos, elas fazem em alta costura. Mas o social do dia-a-dia, a roupa do trabalho de executiva, elas fazem aqui''. (L.P.)

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