Um público de cerca de 150 pessoas, a grande maioria mulheres, participou ontem do Fórum Feminino em Apoio ao Arco Norte, no Parque Ney Braga, promovido pelo Conselho da Mulher Empresária, pelo Instituto AKY (A.Yoshii), e pela Coordenação da Região Metropolitana de Londrina (Comel).

A apresentação do plano de desenvolvimento regional, que tem como âncora um aeroporto internacional de cargas na Zona Sul de Londrina, foi feita pelo consultor Marcelo Mafra, que coordena as iniciativas do projeto no âmbito da iniciativa privada. Em sua palestra, apresentou alguns fatores que, segundo ele provam a viabilidade do Arco Norte, projeto que envolve, além de Londrina, as cidades de Assaí, Jataizinho, Ibiporã, Cambé, Rolândia, Arapongas e Apucarana. "O projeto fica a cerca de 40 minutos de avião das maiores cidades do Brasil e entre 2 e 3 horas das grandes cidades dos demais países do Mercosul", ressaltou.

As obras de infraestrutura rodoviária previstas para o Arco Norte, segundo Mafra, somam R$ 3,5 bilhões. O valor do estudo de viabilidade que precede a execução do projeto não foi divulgado. A Lufthansa Consulting já apresentou um orçamento que está sobre a mesa do prefeito Barbosa Neto (PDT). Estima-se que este estudo custe em torno de R$ 1 milhão.

O consultor explicou que a governança do projeto tem dois pilares: o Consórcio Intermunicipal formado pelas prefeituras dos municípios envolvidos e a Sociedade de Propósito Específico (SPE) criada pela Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) e pela Sociedade Rural do Paraná (SRP).

Pela primeira vez numa apresentação do Arco Norte, os coordenadores do projeto enfrentaram a oposição de ambientalistas contrários à construção do Aeroporto Internacional de Cargas por estar próximo ao Parque Estadual Mata dos Godoy.

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