Mulheres aprendem a arte da guerra
Filha legítima da famosa dinastia Ming, a escritora Chin-ning Chu nasceu em berço esplêndido e cresceu cercada de privilégios. Quando pequena, seu pai costumava ler para ela os clássicos da literatura chinesa. Um deles, a 'Arte da Guerra', escrito há cerca de 3.500 anos, acabou inspirando a produção de seus próprios livros, principalmente o último, lançado recentementeo no Brasil com o título de 'A Arte da Guerra Para Mulheres' (Editora Fundamento).
No País para uma série de entrevistas, Chin-ning Chu também conversou por e-mail com a Folha. De acordo com a autora, que faz uma releitura específica para a mulher moderna das estratégias chinesas milenares, a principal dica do livro ''é não dar bola para preconceitos. Quem acredita neles se deixa levar por eles. A mulher não deve pensar que precisa ser igual ao homem, porque se pensa isso já demonstra que não acredita ser igual. Quem precisa ser não é'', explica.
Outra dica importante de Chin-nin Chu, que mora nos Estados Unidos mas viaja pelo mundo dando palestras, ''as mulheres que lideram somente mulheres devem ter mais cuidado com as típicas características femininas negativas, como a inveja e a fofoca. Acredito que neste ponto os homens são aparentemente menos afetuosos mas falam menos mal de seus colegas. Estrategicamente a mulher que lidera mulheres não deve ter ilusões, ela conhece bem as facetas ruins da personalidade da mulher e deve se precaver contra elas. Sun Tzu (autor de Arte da Guerra) dizia que o comandante deve em primeiro lugar conhecer a si mesmo e ao oponente'', ensina. (K.M.)





