Muito trabalho e grande satisfação
Neuri Portela tornou-se um ''especialista'' em iluminação de espetáculos de dança nos anos 90, quando atuou no Teatro Guaíra durante as apresentações das companhias Deborah Colker, Maurice Bèjart, Momix, Grupo Corpo, entre outros. ''Comecei na profissão porque o meu irmão conhecia o Beto Bruel (pioneiro da iluminação teatral em Curitiba) e me apresentou a ele. Foi um bom projeto de vida que eu segui'', afirma. Para os jovens interessados em ingressar na profissão, ele dá algumas dicas: ''É preciso ter sensibilidade, curiosidade e persistência. E, acima de tudo, gostar do que faz, pois trabalhamos bastante e, muitas vezes, durante a noite''.
A rotina inclui carregar muitos quilos de equipamentos, montar e desmontar cerca de 200 refletores em cada evento. Se a atividade exige muito, também oferece recompensas. E não só financeiras - um técnico de iluminação cênica recebe de R$ 1.500 a R$ 2.000 por mês.
''Entrei (na profissão) pela necessidade, mas, fui criando apego. Ver o trabalho pronto dá uma satisfação enorme'', conta Ricardo Mann, de 26 anos, oito deles trabalhando como iluminador. Depois de começar na área instalando refletores, desde 2004 ele é o responsável pela operação do espetáculo de luz e cor que, a cada mês de dezembro, encanta curitibanos e turistas, durante o Natal. (L.X.)





